segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Teatro da Politécnica já abriu. Em cena, A VERTIGEM DOS ANIMAIS ANTES DO ABATE de Dimítris Dimitriádis. E uma exposição de Xana, LABIRINTO X001. E atenção, na 5ª feira 21, pelas 19h, Isabel Muñoz Cardoso e Jorge Silva Melo lerão MORRO COMO UM PAÍS de Dimitriádis (entrada livre, integrado no Bairro das Artes). E no Sábado, 23 de Setembro, às 22h00, passa na RTP2 JOGADORES de Pau Miró.


A VERTIGEM DOS ANIMAIS ANTES DO ABATE de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com João Meireles, Inês Pereira, Américo Silva, Vânia Rodrigues, André Loubet, Pedro Baptista, Pedro Carraca, João Pedro Mamede e Nuno Gonçalo Rodrigues Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues Isabel Muñoz Cardoso Encenação Jorge Silva Melo M16
 
No Teatro da Politécnica de 13 de Setembro a 28 de Outubro 3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00

Milítsa Já te disse – não somos boas para nada – sempre inquietas, sempre vazias – suplicamos, queixamo-nos – não somos feitas para nada, só para o mal – fomos nós que destruímos o Paraíso.
Dimítris Dimitriádis, A Vertigem dos Animais Antes do Abate

Tudo cai, tudo está a ruir, a morte anda por aí neste texto seminal de um grande poeta de Salónica, Grécia. Riso, gritos, paixões, lágrimas, abraços, esperma. “O nosso dever”, diz Dimitriádis, "é voltar a fazer entrar personagens nos palcos que Beckett esvaziou para sempre”. Pois, paradoxal, vertiginoso.

Fotografia © Jorge Gonçalves



No Teatro da Politécnica de 13 de Setembro a 28 de Outubro
3ª a 6ª das 17h00 | Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculo

LABIRINTO  X001, paisagem artificial num diagrama habitável, com acções e talvez línguas até que o lugar fique estranho ou como diria Fernando Pessoa: tentaremos a metafisica dos chocolates.
Passeamos em todos sonhos do mundo como numa confeitaria.

Xana, Primavera 2017


Fotografia © Jorge Gonçalves



MORRO COMO PAÍS de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com Isabel Muñoz Cardoso e Jorge Silva Melo

No Teatro da Politécnica a 21 de Setembro às 19h00
(integrado no Bairro das Artes)

MORRO COMO PAÍS fala da morte de um território devastado pela guerra civil,pela corrupção política e pela subversão moral. Ampla discussão sobre temas como as violações dos direitos humanos, as ditaduras militares e civis.
Curto texto que, numa apoteose orgástica da palavra, nos dá a ler a morte física e espiritual de um país vencido (a Grécia da "ditadura dos coronéis"), figuração trágica (numa espécie de amálgama de todas as perversões e subversões) de uma outra morte muito mais radical, a de todos os valores da Humanidade e do próprio Homem.

Entrada Livre
Os bilhetes são distribuídos a partir das 17h00, por ordem de chegada.

Fotografia © Jorge Gonçalves




JOGADORES de Pau Miró Tradução Joana Frazão Com Américo Silva, António Simão, João Meireles e Pedro Carraca Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Fotografia José Luís Carvalhosa Assistente de imagem Lisa Persson Som Armanda Carvalho Assistente de som Miguel Gaspar, Bernardo Theriaga e Tomé Palmeirim Montagem Miguel Aguiar e Eduardo Breda Misturas Nuno Carvalho Construções Thomas Karhel Assistente de plateau João Delgado Produção Pedro Carraca Realização Jorge Silva Melo e Miguel Aguiar Produção Artistas Unidos/RTP

Na RTP2 a 23 de Setembro às 22h00

É como se estas personagens se tivessem esquecido do texto e estivessem à espera que voltasse. Perderam o pulsar do mundo, e só têm uma maneira de o recuperar, talvez demasiado arriscada, seguramente demasiado perigosa. E louca. E também desesperada. Ao fim e ao cabo, no entanto, a única maneira.

Pau Miró

Personagens sem esperança, à deriva, sem trabalho, perdidos num mundo que já não é o seu, aparentemente "normais" mas com um fundo de mistério e turbulência que vão mostrando pouco a pouco. Jogadores trata dos páramos da meia-idade e do vício do risco, do colocar-se em perigo: a vertigem como forma de escape de uma realidade opaca.

Marcos Ordóñez





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