sexta-feira, 27 de maio de 2022

COMUNICADO: Por alguns elementos da equipa de MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller terem testado positivo à Covid-19, as sessões de 26 a 29 de Maio serão canceladas. Assim, apresentamos MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller de 1 a 5 de Junho no TNDMII. A Cinemateca Portuguesa continua o ciclo O CINEMA DE JORGE SILVA MELO E CARTA BRANCA SEM RECEITA até 31 de Maio. No Teatro da Politécnica, a 29 de Maio às 19h00 lançamos o Livrinho de Teatro nº 159 de André Murraças. Em breve recebemos AS ONDAS a partir de Virginia Woolf do teatro meia volta, de 8 a 25 de Junho, e apresentamos OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis de 22 de Junho a 2 de Julho no Teatro da Politécnica.

 


COMUNICADO:

Por alguns elementos da equipa de MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller terem testado positivo à Covid-19, as sessões de 26 a 29 de Maio serão canceladas.  
Caso tenha adquirido bilhetes estas sessões, por favor contacte o TNDMII gratuitamente para o número 800 213 250 ou para o e-mail: bilheteira@tndm.pt.

MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana Bárcia, André Loubet, Pedro Caeiro, Pedro Baptista, José Neves, Paula Mora, Tiago Matias, Nídia Roque, Raquel Montenegro, António Simão, Hélder Braz e Joana Resende Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistentes Nuno Gonçalo Rodrigues e Joana Resende Encenação Jorge Silva Melo Co-produção Artistas Unidos, TNDM, TNSJ M12

No Teatro Nacional D. Maria II de 1 Maio a 5 de Junho
4ª a Sáb às 19h | Dom às 16h

Happy  Tudo bem, miúdo. Vou mostrar-te a ti e a toda a gente que Willy Loman não morreu em vão. Ele tinha um sonho bom. O único sonho que vale a pena ter — ser o número um. Lutou muito, e agora hei-de consegui-lo por ele. 

Arthur Miller, Morte de um Caixeiro Viajante 


E agora, que é feito de nós?  

Estados Unidos, anos 40. Estamos no Sonho Americano, o ideal de self made man e o mito do sucesso. Willy Loman quer dar o mundo aos seus filhos, quer que o conquistem. Depois de 34 anos a trabalhar como caixeiro viajante, vê os seus sonhos desvanecerem-se, perdendo o chão e, consequentemente, a noção de realidade. Uma tragédia moderna do cidadão comum, que encontra na impotência do fracasso a derradeira violência. É mesmo arrepiante ver, agora, esta Morte de um caixeiro viajante que sobressaltou o mundo na sua estreia, na Broadway, em 1949 (num espectáculo dirigido por Elia Kazan) e que a Portugal chegou com a histórica encenação de António Pedro para o TEP, em 1954. Escrita no imediato pós-guerra, é um sentido Requiem por uma sociedade que se baseia no triunfo individual, na competição, na exploração. Um Requiem pelo capitalismo. E um dos retratos mais magoados do Sonho Americano. E agora que outras crises do capitalismo se abatem sobre as nossas vidas? E agora que estamos metidos nisto? E agora, que é feito de nós? 

JSM

Fotografia © Jorge Gonçalves



O CINEMA DE JORGE SILVA MELO E CARTA BRANCA SEM RECEITA

Na Cinemateca Portuguesa de 10 a 31 de Maio

É  em maio – “maduro maio” dizia Jorge Silva Melo a acertar a data para 2022 – que a Cinemateca volta integralmente à retrospectiva interrompida poucos dias após o início, em Março de 2020. 



Lançamento do Livrinho de Teatro nº 159 de André Murraças

Domingo 29 de Maio às 19h00
Teatro da Politécnica - Artistas Unidos

O número 159 da colecção de Livrinhos de Teatro, dos Artistas Unidos, contém duas peças de teatro do dramaturgo e encenador André Murraças: Cabaret Repórter X e A Última Noite em que Dançámos Juntos.


PROGRAMA 

Apresentação do livro: José Raposo e Maria José Campos

Leituras de excertos de: 

CABARET REPÓRTER X
por Joana Manuel, Miguel Raposo, Mónica Garnel, James Uhart (piano)

A ÚLTIMA NOITE EM QUE DANÇÁMOS JUNTOS
por Inês Rosado, João Gaspar, João Cachola, Miguel Ponte, Nuno Nolasco

O primeiro texto, Cabaret Repórter X, foi estreado em Janeiro de 2021 e infelizmente teve as suas récitas encurtadas devido ao lockdown imposto pelo Covid. A estreia foi no Teatro Municipal de São Luiz e é um texto sob forma de musical em volta da vida de Reinaldo Ferreira, também conhecido por Repórter X. Icónica figura dos anos 20, Reinaldo era um multifacetado jornalista e mentiroso que inventava reportagens e entrevistas, misturava géneros e cuja atribulada vida só podia ser contada como café-concerto.

O segundo texto de André Murraças incluído neste volume chama-se A Última Noite em que Dançámos Juntos e dá-nos um grupo de amigos em Lisboa e como as suas vidas são transformadas pela presença de uma estranha doença. É uma peça que mostra uma história que ainda não foi contada: a história de como a comunidade LGBT reagiu ao aparecimento do HIV nos anos 80, de como isso transfigurou vidas e ajudou a construir identidades e grupos de intervenção.

Fotografia André Murraças © Lisboeta Italiano




AS ONDAS a partir da tradução de Francisco Vale / Relógio D’Água Editores do romance As Ondas de Virginia Woolf Adaptação do texto Ricardo Braun Criação e interpretação Alfredo Martins, Anabela Almeida, Duarte Guimarães, Luís Godinho, Sara Duarte e Tânia Alves Acompanhamento da criação Cláudia Gaiolas Cenografia Carla Martinez Figurinos Ainhoa Vidal Luz Joana Mário Música e desenho de som João Bento Produção executiva Mariana Rolim Design Luís Cepa Estagiários Carolina Macieira e Rafael Oliveira Consultoria Alda Correia e Luísa Flora Produção teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser Apoio – Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes Residências Quinta Alegre – Lugar de Cultura e Fábrica Braço de Prata M12

No Teatro da Politécnica de 8 a 25 de Junho
3ª a Sáb. às 21h00


“Começo a esquecer, começo a duvidar do aqui e do agora. Vi tantas coisas, pronunciei tantas frases. Por isso pergunto: “Quem sou eu?” Falei de Bernard, de Neville, de Jinny, de Susan, de Rhoda e Louis. Serei acaso todos eles ao mesmo tempo? Serei um ser distinto e único? Não sei. Sentamo-nos aqui juntos. Mas Percival morreu e Rhoda morreu. Dispersamo-nos. Não estamos aqui. Mas apesar disso, não vejo nada que nos separe. Somos a mesma pessoa. Essas diferenças que nos pareciam tão importantes, essa identidade a que concedíamos tanta importância, foi superada. Sim, ainda tenho na fronte o golpe que recebi quando Percival caiu. E na nuca guardo o beijo que Jinny deu em Louis. Os meus olhos enchem-se com as lágrimas de Susan. E ao longe, tremulando como um fio de ouro, vejo a coluna que Rhoda entreviu no deserto. Mas agora tudo terminou.”

Virginia Woolf, As Ondas

Em 2022, a equipa do teatro meia volta propõe-se a adaptar para cena o romance As Ondas, de Virginia Woolf. Esta proposta dá continuidade a uma reflexão sobre a passagem do tempo e os processos de crescimento/envelhecimento, iniciada no espetáculo Joyeux Anniversaire, criado em 2021, para a comemoração dos 15 anos de existência da estrutura.  Em As Ondas, Virginia Woolf constrói uma delicada partitura que se movimenta entre seis monólogos interiores. O texto segue os seis narradores-personagens desde a infância à idade adulta, explorando os processos de construção e mediação da individualidade e do coletivo. Há ainda uma sétima personagem que não tem voz, mas é descrita e referenciada pelas outras. Marguerite Yourcenar, tradutora francesa do romance, descreveu-o assim: As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor, seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra a Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegri nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade.

Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas é um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciar-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através das outras, é o centro do livro, ou melhor, o seu coração."



OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com André Loubet, Diogo Freitas, Simon Frankel, Pedro Caeiro, Pedro Lacerda Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistente Nuno Gonçalo Rodrigues Encenação Jorge Silva Melo M16

No Teatro da Politécnica de 22 de Junho a 2 de Julho
3ª a Sáb às 19h00

NARCISO É isto que sou / Um não / Um só não
Dimitris Dimitriadis, Obstrução

São pequeníssimos textos – escritos por Dimítris Dimitriádis, autor imprescindível para nós – a partir de mitos gregos. Mas aquilo que ele quer não é voltar a falar do passado, é questionar o presente: quem é agora Narciso? Quem é agora Tântalo? Que desejo (porque é disso que se trata), se imiscui no meio destas personagens desabrigadas, nuas, tristes?

Um espectáculo experimental com os textos inéditos de Dimítris Dimitriádis.


Fotografia © Jorge Gonçalves

terça-feira, 24 de maio de 2022

Lançamento do Livrinho de Teatro nº 159 de André Murraças

 


Lançamento do Livrinho de Teatro nº 159 de André Murraças

29 de Maio às 19h00

Teatro da Politécnica - Artistas Unidos

O número 159 da colecção de Livrinhos de Teatro, dos Artistas Unidos, contém duas peças de teatro do dramaturgo e encenador André Murraças: Cabaret Repórter X e A Última Noite em que Dançámos Juntos.

PROGRAMA 

Apresentação do livro: José Raposo e Maria José Campos


Leituras de excertos de: 

CABARET REPÓRTER X

por Joana Manuel, Miguel Raposo, Mónica Garnel, James Uhart (piano)


A ÚLTIMA NOITE EM QUE DANÇÁMOS JUNTOS

por Inês Rosado, João Gaspar, João Cachola, Miguel Ponte, Nuno Nolasco


O primeiro texto, Cabaret Repórter X, foi estreado em Janeiro de 2021 e infelizmente teve as suas récitas encurtadas devido ao lockdown imposto pelo Covid. A estreia foi no Teatro Municipal de São Luiz e é um texto sob forma de musical em volta da vida de Reinaldo Ferreira, também conhecido por Repórter X. Icónica figura dos anos 20, Reinaldo era um multifacetado jornalista e mentiroso que inventava reportagens e entrevistas, misturava géneros e cuja atribulada vida só podia ser contada como café-concerto.

O segundo texto de André Murraças incluído neste volume chama-se A Última Noite em que Dançámos Juntos e dá-nos um grupo de amigos em Lisboa e como as suas vidas são transformadas pela presença de uma estranha doença. É uma peça que mostra uma história que ainda não foi contada: a história de como a comunidade LGBT reagiu ao aparecimento do HIV nos anos 80, de como isso transfigurou vidas e ajudou a construir identidades e grupos de intervenção.



Fotografias de "Cabaret Repórter X" © Estelle Valente/SLTM

Fotografia André Murraças © Lisboeta Italiano

Lançamento do MOSAICO POÉTICO do Politécnico de Leiria

 


Lançamento do Projecto MOSAICO POÉTICO do Politécnico de Leiria
No Politécnico de Leiria - 2ª 23 de Maio às 17h00

Com a presença de Luís Filipe Castro Mendes e João Meireles
Curadoria de Luís Filipe Castro Mendes e Jorge Silva Melo

Leituras dos Artistas Unidos – Lia Gama, Pedro Carraca, Manuel Wiborg, Nuno Gonçalo Rodrigues, Rita Durão, Maria João Luís, Jorge Silva Melo e Catarina Wallenstein – e dos estudantes do Politécnico de Leiria
Poemas de Camões, Sá de Miranda, Antero de Quental, Camilo Pessanha, Cesário Verde, Álvaro de Campos, Mário de Sá Carneiro, Vitorino Nemésio, Mário Cesariny, Eugénio de Andrade, Alexandre O’ Neill, António Ramos Rosa, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fiama Hasse, Fernando Assis Pacheco, Henrique Fialho, Adília Lopes, Jaques Roubaud, Ruy Belo, Machado de Assis, Herberto Helder e Daniel Kraus.
MOSAICO POÉTICO é um projecto que nasce no seio das bibliotecas e da sua preocupação em constituir uma comunidade de leitores que considerem a leitura atenta e o valor das palavras na sua articulação plástica, como um dos seus desígnios fundamentais. Porque não há pensamento sem linguagem, também não há dimensão literária cultural sem poesia. A poesia subsiste ainda como um dos exercícios críticos da liberdade, mais fortes e perfeitos para ligar os opostos, descobrir novas possibilidades para o eu, o outro, ou até uma comunidade inteira que há de vir.
Samuel Rama

E é já para a semana que apresentamos MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller no TNDMII. De 26 de Maio a 5 de Junho. Na Cinemateca Portuguesa continua o ciclo O CINEMA DE JORGE SILVA MELO E CARTA BRANCA SEM RECEITA até 31 de Maio. No Teatro da Politécnica, a 29 de Maio às 19h00 lançamos o Livrinho de Teatro nº 159 de André Murraças. Em breve recebemos AS ONDAS a partir de Virginia Woolf do teatro meia volta, de 8 a 25 de Junho, e apresentamos OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis de 22 de Junho a 2 de Julho no Teatro da Politécnica.

 


MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana Bárcia, André Loubet, Pedro Caeiro, Pedro Baptista, José Neves, Paula Mora, Tiago Matias, Rita Rocha Silva / Nídia Roque, Raquel Montenegro, António Simão, Hélder Braz e Joana Resende Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistentes Nuno Gonçalo Rodrigues e Joana Resende Encenação Jorge Silva Melo Co-produção Artistas Unidos, TNDM, TNSJ M12


No Teatro Nacional D. Maria II de 26 Maio a 5 de Junho 
4ª a Sáb às 19h | Dom às 16h

 

Happy  Tudo bem, miúdo. Vou mostrar-te a ti e a toda a gente que Willy Loman não morreu em vão. Ele tinha um sonho bom. O único sonho que vale a pena ter — ser o número um. Lutou muito, e agora hei-de consegui-lo por ele. 


Arthur Miller, Morte de um Caixeiro Viajante 
 

E agora, que é feito de nós?  


Estados Unidos, anos 40. Estamos no Sonho Americano, o ideal de self made man e o mito do sucesso. Willy Loman quer dar o mundo aos seus filhos, quer que o conquistem. Depois de 34 anos a trabalhar como caixeiro viajante, vê os seus sonhos desvanecerem-se, perdendo o chão e, consequentemente, a noção de realidade. Uma tragédia moderna do cidadão comum, que encontra na impotência do fracasso a derradeira violência. É mesmo arrepiante ver, agora, esta Morte de um caixeiro viajante que sobressaltou o mundo na sua estreia, na Broadway, em 1949 (num espetáculo dirigido por Elia Kazan) e que a Portugal chegou com a histórica encenação de António Pedro para o TEP, em 1954. Escrita no imediato pós-guerra, é um sentido Requiem por uma sociedade que se baseia no triunfo individual, na competição, na exploração. Um Requiem pelo capitalismo. E um dos retratos mais magoados do Sonho Americano. E agora que outras crises do capitalismo se abatem sobre as nossas vidas? E agora que estamos metidos nisto? E agora, que é feito de nós? 


JSM

 

Fotografia © Jorge Gonçalves



O CINEMA DE JORGE SILVA MELO E CARTA BRANCA SEM RECEITA

Na Cinemateca Portuguesa de 10 a 31 de Maio


É  em maio – “maduro maio” dizia Jorge Silva Melo a acertar a data para 2022 – que a Cinemateca volta integralmente à retrospectiva interrompida poucos dias após o início, em Março de 2020. 



Lançamento do Livrinho de Teatro nº 159

No Teatro da Politécnica a 29 de Maio às 19h00




AS ONDAS a partir da tradução de Francisco Vale / Relógio D’Água Editores do romance As Ondas de Virginia Woolf Adaptação do texto Ricardo Braun Criação e interpretação Alfredo Martins, Anabela Almeida, Duarte Guimarães, Luís Godinho, Sara Duarte e Tânia Alves Acompanhamento da criação Cláudia Gaiolas Cenografia Carla Martinez Figurinos Ainhoa Vidal Luz Joana Mário Música e desenho de som João Bento Produção executiva Mariana Rolim Design Luís Cepa Estagiários Carolina Macieira e Rafael Oliveira Consultoria Alda Correia e Luísa Flora Produção teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser Apoio – Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes, Residências – Quinta Alegre – Lugar de Cultura e Fábrica Braço de Prata M12


No Teatro da Politécnica de 8 a 25 de Junho

3ª a Sáb. às 21h00


“Começo a esquecer, começo a duvidar do aqui e do agora. Vi tantas coisas, pronunciei tantas frases. Por isso pergunto: “Quem sou eu?” Falei de Bernard, de Neville, de Jinny, de Susan, de Rhoda e Louis. Serei acaso todos eles ao mesmo tempo? Serei um ser distinto e único? Não sei. Sentamo-nos aqui juntos. Mas Percival morreu e Rhoda morreu. Dispersamo-nos. Não estamos aqui. Mas apesar disso, não vejo nada que nos separe. Somos a mesma pessoa. Essas diferenças que nos pareciam tão importantes, essa identidade a que concedíamos tanta importância, foi superada. Sim, ainda tenho na fronte o golpe que recebi quando Percival caiu. E na nuca guardo o beijo que Jinny deu em Louis. Os meus olhos enchem-se com as lágrimas de Susan. E ao longe, tremulando como um fio de ouro, vejo a coluna que Rhoda entreviu no deserto. Mas agora tudo terminou.”


Virginia Woolf, As Ondas


Em 2022, a equipa do teatro meia volta propõe-se a adaptar para cena o romance As Ondas, de Virginia Woolf. Esta proposta dá continuidade a uma reflexão sobre a passagem do tempo e os processos de crescimento/envelhecimento, iniciada no espetáculo Joyeux Anniversaire, criado em 2021, para a comemoração dos 15 anos de existência da estrutura.  Em As Ondas, Virginia Woolf constrói uma delicada partitura que se movimenta entre seis monólogos interiores. O texto segue os seis narradores-personagens desde a infância à idade adulta, explorando os processos de construção e mediação da individualidade e do coletivo. Há ainda uma sétima personagem que não tem voz, mas é descrita e referenciada pelas outras. Marguerite Yourcenar, tradutora francesa do romance, descreveu-o assim: As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor, seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra a Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegri nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade.


Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas é um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciar-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através das outras, é o centro do livro, ou melhor, o seu coração.



OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com André Loubet, Diogo Freitas, Simon Frankel, Pedro Caeiro, Pedro Lacerda Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistente Nuno Gonçalo Rodrigues Encenação Jorge Silva Melo M16


No Teatro da Politécnica de 22 de Junho a 2 de Julho

3ª a Sáb às 19h00


NARCISO É isto que sou / Um não / Um só não


Dimitris Dimitriadis, Obstrução


São pequeníssimos textos – escritos por Dimítris Dimitriádis, autor imprescindível para nós – a partir de mitos gregos. Mas aquilo que ele quer não é voltar a falar do passado, é questionar o presente: quem é agora Narciso? Quem é agora Tântalo? Que desejo (porque é disso que se trata), se imiscui no meio destas personagens desabrigadas, nuas, tristes?


Um espectáculo experimental com os textos inéditos de Dimítris Dimitriádis.


Fotografia © Jorge Gonçalves


A partir de 26 apresentamos MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller no TNDMII. Até 5 de Junho de 4ª a Sábado às 19h00 e ao Domingo às 16h00. Na cinemateca portuguesa poderá ver O CINEMA DE JORGE SILVA MELO E CARTA BRANCA SEM RECEITA de 9 a 31 de Maio. No Teatro da Politécnica recebemos o Teatro Meia Volta e Depois à Esquerda Quando Eu Disser, em breve com o espectáculo AS ONDAS a partir de Virginia Woolf de 8 a 25 de Junho. E voltamos a apresentar OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis de 22 a 2 de Julho.

 


MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Ana Amaral, André Loubet, António Simão, Hélder Braz, Joana Bárcia, Joana Resende, José Neves, Paula Mora, Pedro Baptista, Pedro Caeiro, Rita Rocha Silva / Nídia Roque e Tiago Matias Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistentes Nuno Gonçalo Rodrigues e Joana Resende Encenação Jorge Silva Melo Co-produção Artistas Unidos, TNDM, TNSJ M12

 

No TNDMII de 26 de Maio a 5 de Julho

4ª a Sáb às 19h00 | Dom. às 16h00

 

HAPPY Vou mostrar-te a ti e a toda a gente que Willy Loman não morreu em vão. Ele tinha um sonho bom. O único sonho que vale a pena ter — ser o número um. Lutou muito, e agora hei-de consegui-lo por ele.


Arthur Miller, Morte de um Caixeiro Viajante


E agora, que é feito de nós? 

Estados Unidos, anos 40. Estamos no Sonho Americano, o ideal de self made man e o mito do sucesso. Willy Loman quer dar o mundo aos seus filhos, quer que o conquistem. Depois de 34 anos a trabalhar como caixeiro viajante, vê os seus sonhos desvanecerem-se, perdendo o chão e, consequentemente, a noção de realidade. Uma tragédia moderna do cidadão comum, que encontra na impotência do fracasso a derradeira violência. É mesmo arrepiante ver, agora, esta Morte de um caixeiro viajante que sobressaltou o mundo na sua estreia, na Broadway, em 1949 (num espetáculo dirigido por Elia Kazan) e que a Portugal chegou com a histórica encenação de António Pedro para o TEP, em 1954. Escrita no imediato pós-guerra, é um sentido Requiem por uma sociedade que se baseia no triunfo individual, na competição, na exploração. Um Requiem pelo capitalismo. E um dos retratos mais magoados do Sonho Americano. E agora que outras crises do capitalismo se abatem sobre as nossas vidas? E agora que estamos metidos nisto? E agora, que é feito de nós?


JSM


Fotografia © Jorge Gonçalves




JSM: O CINEMA DE JORGE SILVA MELO E CARTA BRANCA SEM RECEITA

Na Cinemateca de 9 a 31 de Maio

 

É  em maio – “maduro maio” dizia Jorge Silva Melo a acertar a data para 2022 – que a Cinemateca volta integralmente à retrospetiva interrompida poucos dias após o início, em Março de 2020. A acompanhar a retrospectiva da sua obra, as 20 escolhas de Jorge Silva Melo em 2020, com a falha, por inacessibilidade de cópia de O Longo Adeus de Kira Muratova. E um 21º filme, um Lubitsch escolhido pela Cinemateca em raccord com a sua última encenação, Vida de Artistas de Noël Coward: Design for Living




AS ONDAS a partir da tradução de Francisco Vale / Relógio D’Água Editores do romance As Ondas de Virginia Woolf Adaptação do texto Ricardo Braun Criação e interpretação Alfredo Martins, Anabela Almeida, Duarte Guimarães, Luís Godinho, Sara Duarte e Tânia Alves Acompanhamento da criação Cláudia Gaiolas Cenografia Carla Martinez Figurinos Ainhoa Vidal Luz Joana Mário Música e desenho de som João Bento Produção executiva Mariana Rolim Design Luís Cepa Estagiários Carolina Macieira e Rafael Oliveira Consultoria Alda Correia e Luísa Flora Produção teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser Apoio – Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes, Residências – Quinta Alegre – Lugar de Cultura e Fábrica Braço de Prata M12


No Teatro da Politécnica de 8 a 25 de Junho

3ª a Sáb. às 21h00


“Começo a esquecer, começo a duvidar do aqui e do agora. Vi tantas coisas, pronunciei tantas frases. Por isso pergunto: “Quem sou eu?” Falei de Bernard, de Neville, de Jinny, de Susan, de Rhoda e Louis. Serei acaso todos eles ao mesmo tempo? Serei um ser distinto e único? Não sei. Sentamo-nos aqui juntos. Mas Percival morreu e Rhoda morreu. Dispersamo-nos. Não estamos aqui. Mas apesar disso, não vejo nada que nos separe. Somos a mesma pessoa. Essas diferenças que nos pareciam tão importantes, essa identidade a que concedíamos tanta importância, foi superada. Sim, ainda tenho na fronte o golpe que recebi quando Percival caiu. E na nuca guardo o beijo que Jinny deu em Louis. Os meus olhos enchem-se com as lágrimas de Susan. E ao longe, tremulando como um fio de ouro, vejo a coluna que Rhoda entreviu no deserto. Mas agora tudo terminou.”


Virginia Woolf, As Ondas


Em 2022, a equipa do teatro meia volta propõe-se a adaptar para cena o romance As Ondas, de Virginia Woolf. Esta proposta dá continuidade a uma reflexão sobre a passagem do tempo e os processos de crescimento/envelhecimento, iniciada no espetáculo Joyeux Anniversaire, criado em 2021, para a comemoração dos 15 anos de existência da estrutura.  Em As Ondas, Virginia Woolf constrói uma delicada partitura que se movimenta entre seis monólogos interiores. O texto segue os seis narradores-personagens desde a infância à idade adulta, explorando os processos de construção e mediação da individualidade e do coletivo. Há ainda uma sétima personagem que não tem voz, mas é descrita e referenciada pelas outras. Marguerite Yourcenar, tradutora francesa do romance, descreveu-o assim: As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor, seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra a Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegri nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade.


Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas é um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciar-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através das outras, é o centro do livro, ou melhor, o seu coração.



OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com André Loubet, Diogo Freitas, Simon Frankel, Pedro Caeiro, Pedro Lacerda Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistente Nuno Gonçalo Rodrigues Encenação Jorge Silva Melo M16


No Teatro da Politécnica de 22 de Junho a 2 de Julho

3ª a Sáb às 19h00


NARCISO É isto que sou / Um não / Um só não


Dimitris Dimitriadis, Obstrução


São pequeníssimos textos – escritos por Dimítris Dimitriádis, autor imprescindível para nós – a partir de mitos gregos. Mas aquilo que ele quer não é voltar a falar do passado, é questionar o presente: quem é agora Narciso? Quem é agora Tântalo? Que desejo (porque é disso que se trata), se imiscui no meio destas personagens desabrigadas, nuas, tristes?


Um espectáculo experimental com os textos inéditos de Dimítris Dimitriádis.


Fotografia © Jorge Gonçalves

quinta-feira, 19 de maio de 2022

E estamos quase a chegar ao Teatro Nacional D. Maria II com MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller. De 26 de Maio a 5 de Junho. Hoje pode ouvir LUA AMARELA de David Greig na Antena 2 às 19h00. Em breve OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis regressa ao Teatro da Politécnica. E temos Livrinhos de Teatro novos na nossa livraria online. Já viu as novidades?

 


MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana Bárcia, André Loubet, Pedro Caeiro, Pedro Baptista, José Neves, Paula Mora, Tiago Matias, Rita Rocha Silva / Nídia Roque, Ana Amaral, António Simão, Hélder Braz e Joana Resende Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistentes Nuno Gonçalo Rodrigues e Joana Resende Encenação Jorge Silva Melo Co-produção Artistas Unidos, TNDM, TNSJ M12

 

No TNDMII de 26 de Maio a 5 de Julho

4ª a Sáb às 20h00 | Dom. às 16h00

 

E agora, que é feito de nós? 

Estados Unidos, anos 40. Estamos no Sonho Americano, o ideal de self made man e o mito do sucesso. Willy Loman quer dar o mundo aos seus filhos, quer que o conquistem. Depois de 34 anos a trabalhar como caixeiro viajante, vê os seus sonhos desvanecerem-se, perdendo o chão e, consequentemente, a noção de realidade. Uma tragédia moderna do cidadão comum, que encontra na impotência do fracasso a derradeira violência. É mesmo arrepiante ver, agora, esta Morte de um caixeiro viajante que sobressaltou o mundo na sua estreia, na Broadway, em 1949 (num espetáculo dirigido por Elia Kazan) e que a Portugal chegou com a histórica encenação de António Pedro para o TEP, em 1954. Escrita no imediato pós-guerra, é um sentido Requiem por uma sociedade que se baseia no triunfo individual, na competição, na exploração. Um Requiem pelo capitalismo. E um dos retratos mais magoados do Sonho Americano. E agora que outras crises do capitalismo se abatem sobre as nossas vidas? E agora que estamos metidos nisto? E agora, que é feito de nós? 


JSM

 

Fotografia © Jorge Gonçalves



LUA AMARELA de David Greig
Tradução Pedro Marques
Com Gonçalo Norton, Rita Rocha Silva, Paulo Pinto e Inês Pereira
Música Rui Rebelo
Direcção Pedro Carraca

Na Antena 2, a 3 de Maio de 2022

São dois adolescentes em fuga. Ela, Leila, é uma garota introvertida apaixonada por revistas de celebridades, ele o mais morto dos rapazes, sem  qualquer saída, numa cidade sem saída. E é uma balada, a balada de Lee e Leila.

Fotografia © Jorge Gonçalves





AS ONDAS a partir da tradução de Francisco Vale / Relógio D’Água Editores do romance As Ondas de Virginia Woolf Adaptação do texto Ricardo Braun Criação e interpretação Alfredo Martins, Anabela Almeida, Duarte Guimarães, Luís Godinho, Sara Duarte e Tânia Alves Acompanhamento da criação Cláudia Gaiolas Cenografia Carla Martinez Figurinos Ainhoa Vidal Luz Joana Mário Música e desenho de som João Bento Produção executiva Mariana Rolim Design Luís Cepa Estagiários Carolina Macieira e Rafael Oliveira Consultoria Alda Correia e Luísa Flora Produção teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser Apoio – Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes, Residências – Quinta Alegre – Lugar de Cultura e Fábrica Braço de Prata A Classificar pela CCE

No Teatro da Politécnica de 8 a 25 de Junho
3ª a Sáb. às 21h00

“Começo a esquecer, começo a duvidar do aqui e do agora. Vi tantas coisas, pronunciei tantas frases. Por isso pergunto: “Quem sou eu?” Falei de Bernard, de Neville, de Jinny, de Susan, de Rhoda e Louis. Serei acaso todos eles ao mesmo tempo? Serei um ser distinto e único? Não sei. Sentamo-nos aqui juntos. Mas Percival morreu e Rhoda morreu. Dispersamo-nos. Não estamos aqui. Mas apesar disso, não vejo nada que nos separe. Somos a mesma pessoa. Essas diferenças que nos pareciam tão importantes, essa identidade a que concedíamos tanta importância, foi superada. Sim, ainda tenho na fronte o golpe que recebi quando Percival caiu. E na nuca guardo o beijo que Jinny deu em Louis. Os meus olhos enchem-se com as lágrimas de Susan. E ao longe, tremulando como um fio de ouro, vejo a coluna que Rhoda entreviu no deserto. Mas agora tudo terminou.”

Virginia Woolf, As Ondas

Em 2022, a equipa do teatro meia volta propõe-se a adaptar para cena o romance As Ondas, de Virginia Woolf. Esta proposta dá continuidade a uma reflexão sobre a passagem do tempo e os processos de crescimento/envelhecimento, iniciada no espetáculo Joyeux Anniversaire, criado em 2021, para a comemoração dos 15 anos de existência da estrutura.  Em As Ondas, Virginia Woolf constrói uma delicada partitura que se movimenta entre seis monólogos interiores. O texto segue os seis narradores-personagens desde a infância à idade adulta, explorando os processos de construção e mediação da individualidade e do coletivo. Há ainda uma sétima personagem que não tem voz, mas é descrita e referenciada pelas outras. Marguerite Yourcenar, tradutora francesa do romance, descreveu-o assim: As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor, seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra a Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegri nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade.

Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas é um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciar-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através das outras, é o centro do livro, ou melhor, o seu coração.



OBSTRUÇÃO de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com André Loubet, Diogo Freitas, Simon Frankel, Pedro Caeiro, Pedro Lacerda Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistente Nuno Gonçalo Rodrigues Encenação Jorge Silva Melo M16

No Teatro da Politécnica de 22 de Junho a 2 de Julho
3ª a Sáb às 19h00

NARCISO É isto que sou / Um não / Um só não

Dimitris Dimitriadis, Obstrução

São pequeníssimos textos – escritos por Dimítris Dimitriádis, autor imprescindível para nós – a partir de mitos gregos. Mas aquilo que ele quer não é voltar a falar do passado, é questionar o presente: quem é agora Narciso? Quem é agora Tântalo? Que desejo (porque é disso que se trata), se imiscui no meio destas personagens desabrigadas, nuas, tristes?

Um espectáculo experimental com os textos inéditos de Dimítris Dimitriádis.

Fotografia © Jorge Gonçalves


E temos novos Livrinhos de Teatro na nossa Livraria Online: 


Nº 155 - O Dia do Juízo Final / Para Cá e Para Lá de Ödön von Hórvath
Nº 156 - Taco a Taco de Kieran Hurley e Gary McNair 
Nº 157 - Comboio da Madrugada de Tennessee Williams


terça-feira, 26 de abril de 2022

Esta 5ª apresentamos A CORAGEM DA MINHA MÃE de George Tabori nas Caldas da Rainha. De 5ª a Sáb no Teatro da Rainha às 21h30. A 3 de Maio poderá ouvir LUA AMARELA de David Greig no Teatro Sem Fios da Antena 2 às 19h00. E em breve apresentamos MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller no Teatro Nacional D. Maria II de 26 de Maio a 5 de Junho.

 


A CORAGEM DA MINHA MÃE de George Tabori Tradução Antonio Conde Com Pedro Carraca, Antónia Terrinha, Hélder Braz e vozes de Carla Bolito, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Nuno Gonçalo Rodrigues, Pedro Caeiro e Tiago Matias Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Encenação Jorge Silva Melo M12

Nas Caldas da Rainha, no Teatro da Rainha de 28 a 30 de Abril
5ª a Sáb às 21h30

Oficial Alemão
 Eu, pessoalmente, sou vegetariano. É extraordinário, mas só de imaginar comer carne morta, repugna-me.
George Tabori, A Coragem da Minha Mãe

A improvável salvação da mãe de Tabori, por ele contada, aquando da deportação de 4.000 judeus de Budapeste para Auschwitz em Julho de 1944.


Reservas e Informações:
966 186 871/ comunicacao@teatrodarainha.pt
Segunda a Sexta das 9h às 18h

Fotografia ©  Jorge Gonçalves



LUA AMARELA de David Greig
Tradução Pedro Marques
Com Gonçalo Norton, Rita Rocha Silva, Paulo Pinto e Inês Pereira
Música Rui Rebelo
Direcção Pedro Carraca

Na Antena 2, a 3 de Maio de 2022

São dois adolescentes em fuga. Ela, Leila, é uma garota introvertida apaixonada por revistas de celebridades, ele o mais morto dos rapazes, sem  qualquer saída, numa cidade sem saída. E é uma balada, a balada de Lee e Leila.

Fotografia ©  Jorge Gonçalves



MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana BárciaAndré Loubet, Pedro Caeiro, Pedro Baptista, José Neves, Paula Mora, Tiago Matias, Rita Rocha Silva, Ana Amaral, António Simão, Hélder Braz e Joana Resende Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistentes Nuno Gonçalo Rodrigues e Joana Resende Encenação Jorge Silva Melo Co-produção Artistas Unidos, TNDM, TNSJ M12

No Teatro Nacional D. Maria II de 26 Maio a 5 de Junho
4ª a Sáb às 19h | Dom às 16h

Happy  Tudo bem, miúdo. Vou mostrar-te a ti e a toda a gente que Willy Loman não morreu em vão. Ele tinha um sonho bom. O único sonho que vale a pena ter — ser o número um. Lutou muito, e agora hei-de consegui-lo por ele.
Arthur Miller, Morte de um Caixeiro Viajante

Estados Unidos, anos 40. Como pano de fundo o sonho americano, o ideal de self made man e o mito do sucesso. Willy Loman quer dar o mundo aos seus filhos, quer que o conquistem. Depois de 34 anos a trabalhar como caixeiro viajante, vê os seus sonhos, esperanças e ilusões desvanecerem-se, perdendo o chão e, consequentemente, a noção de realidade. Uma tragédia moderna do cidadão comum, que encontra na impotência e inutilidade do fracasso a derradeira violência.

É tão bom voltar àqueles autores que foram abrindo caminhos inesperados ao teatro. Fizemo-lo com Harold Pinter, fizemo-lo com Pirandello, fizemo-lo recentemente com Tennessee Williams. Tão bom passar uns tempos, uns anos, com o mesmo autor, ver-lhe os recursos, as obsessões, os segredos. E mostrar aos espectadores que o teatro se vai fazendo. Sim, somos herdeiros. Herdeiros daqueles que não se subjugaram a uma lógica do entretenimento nem se resumem a “eventos” e que obrigaram o palco a ser um lugar de conflito e pensamento. Agora, com Arthur Miller.

Jorge Silva Melo

Fotografia ©  Jorge Gonçalves