segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Estreamos QUARTOS de Enda Walsh no Teatro da Politécnica. Já nesta 4ª, 30 de Setembro. E UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA a partir do romance de Bohumil Hrabal segue para o Cacém. Este sábado, 3 de Outubro, no Auditório Municipal António Silva. As sessões EM VOZ ALTA continuam on-line. Sempre aos sábados, até 23 de Outubro, o ciclo Luís Filipe Castro Mendes. E já assinou os Livrinhos de Teatro?

 


QUARTOS de Enda Walsh Tradução Eduardo Calheiros Figueiredo Vozes  Américo Silva e Vânia Rodrigues Cenografia Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro da Politécnica de 30 de Setembro a 7 de Novembro
3ª a 6ª às 19h00, 20h00, 21h00 | Sáb às 16h00, 17H00, 18h00, 19h00, 20h00 e 21h00

E foi então que comecei a conversar com o meu quarto – inventando histórias para ursos e bonecas – com a escuridão a ameaçar lá fora.
Enda Walsh, Quarto da Rapariga

A partir de Quarto 303 de 2012, Enda Walsh tem vindo a escrever vários Quartos apresentados como instalações teatrais quer no Festival de Galway quer em Nova Iorque. Apresentamo-los agora aqui, neste pós-confinamento,  A mesma palavra luxuriante, herdeira de Beckett ou Joyce, a mesma claustrofobia (como em Acamarrados ou A Farsa da Rua W), um mundo pobre de onde não se consegue escapar, E, no entanto, há quem se tenha escapado. Um autor maior, um teatro singular.
JSM

Um homem velho sozinho, à espera, à medida que o tempo se aproxima do fim. A verdade esquecida. Morto. Completamente.

Com seis anos, uma rapariga deixa o seu quarto e família e anda. Sem parar. Até agora.

Quando era criança (digamos com seis anos) era muito bom a ler a atmosfera de uma divisão, com ou sem pessoas. Os traços de uma discussão terrível que acabara há meia hora, eram ainda visíveis para mim no ar entre os meus pais enquanto viam TV. E ficava também electricidade estática no quarto das traseiras, produzida pelo meu irmão mais velho e as suas muitas namoradas. Quando o meu pai estava no trabalho, sentava-me sozinho no quarto da frente da casa e sentia a sua ansiedade, sentia o seu stress diário a partir da “sua cadeira”. Numa casa de oito pessoas, há uma quantidade magnífica de barulho e trânsito e drama. Mas quando penso na minha infância lembro-me frenquentemente de quartos vazios, estes lugares naturezas-mortas onde algo acabou de acontecer. Mais velho, e até hoje, gusto de estar sozinho num quarto onde nunca estive antes. E é bom estar no silêncio e olhar para as coisas neste quarto – sentir a sua atmosfera, imaginar as suas histórias. Ao sentar-me ali, quero que o quarto fale comigo e me conte os seus segredos.
Enda Walsh

Fotografia © Jorge Gonçalves




UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA a partir do romance de Bohumil Hrabal de e Com António Simão Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos M12

No Cacém, no Auditório Municipal António Silva a 3 de Outubro

 “O céu não é humano e o homem que pensa nem sequer pode ser humano.”
Bohumil Hrabal

Criado em 1997, com estreia no CCB, os Artistas Unidos retomam agora, 23 anos depois, um espectáculo criado por António Simão a partir da novela de Bohumil Hrabal, autor maior. Não é uma reposição, é uma revisão da matéria dada.

Em Praga, há uma cave. Brilhante como uma gruta de tesouros. Sombria e suja como um esgoto. Nessa cave há milhares de livros, centenas de ratos, visões passageiras e palavras que tornam o mundo grande. E há um homem, Hanta. Que há 30 anos empurra afectuosamente os livros, os mais belos e mais banais, para a prensa que os tritura e transforma em cubos de papel. Mas Hanta é um “carniceiro terno”. Sabe salvaguardar as palavras guardando-as na memória, para que elas brilhem que nem sóis, e para que esses sóis o ajudem a ver como pode ser a vida de um homem. Por entre a poeira, o suor e o cheiro a cerveja que não pára de beber, Hanta fala-nos.

Evelyne Pieiller

Fotografia © Jorge Gonçalves



EM VOZ ALTA os nossos poetas
leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos


Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.


Os Artistas Unidos retomam as leituras EM VOZ ALTA, os Nossos Poetas em parceria com a Fundação D. Luís I e a Câmara Municipal de Cascais. Os actores
 Catarina Wallenstein, João Meireles, Lia Gama, Luís Lucas, Manuel Wiborg, Maria João Luís, Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo lêem poetas portugueses Em Voz Alta.

Com um novo formato, os recitais serão disponibilizados através das páginas de Facebook do Bairro dos Museus e da Fundação D. Luís e do canal de Youtube da Fundação D. Luís I, com o seguinte calendário:

19 de Setembro a 23 de Outubro – Luís Filipe Castro Mendes 

24 de Outubro 20 de Novembro – José Gomes Ferreira 
21 de Novembro a 18 de Dezembro – Manuel Resende 
19 de Dezembro a 15 de Janeiro – António Franco-Alexandre 
16 de Janeiro a 12 de Fevereiro – Fernando Assis Pacheco


Serão pequenos spots de poucos minutos com poemas do respetivo Autor e também de poetas que lhe estão próximos. Pois um poeta existe com aquilo que leu e aquilo que se lhe seguiu. Será assim que, em torno destes poetas, ouviremos os Artistas Unidos ler Camões, Camilo Pessanha, Nemésio, Mário Dionísio, Afonso Duarte, O´Neill, Mario Cesariny, Nuno Júdice, Garrett, Antero, Herberto, Manuel António Pina, Gastão Cruz...



Assinaturas Livrinhos de Teatro 2021

Vamos publicar mais  10 volumes em 2021. Não quer assinar? Temos no entanto de subir ligeiramente o preço da assinatura, para suportar portes. A partir de agora serão 55 euros pelos 10 envios (quatro remessas durante o ano). Mas, se preferir levantar os seus livros no Teatro da Politécnica, oferecemos-lhe 1 bilhete para qualquer espectáculo dos Artistas Unidos no Teatro da Politécnica  desse ano.


Para mais informações:
 asimao@artistasunidos.pt

A sair em 2021

Witold Gombrowicz - Opereta / HistóriaFederico García Lorca - Dona Rosinha, a Solteira - Don Cristobal / Yerma, Marieluise Fleisser – IngosltadtRicardo Correia - Eu uso termotebe e o meu pai também e outras peças (co-edição Casa da Esquina), Brendan Behan – O Condenado à Morte / O Rebelde e  ainda peças de Eugene O’Neill  e Roland Dubillard.

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