segunda-feira, 10 de julho de 2017

E continuamos a ensaiar A VERTIGEM DOS ANIMAIS ANTES DO ABATE de Dimítris Dimitriádis, com estreia marcada para 13 de Setembro no Teatro da Politécnica. Voltamos a dar-vos informações lá para finais de Agosto, quando voltarem de férias os que agora as vão gozar.


A VERTIGEM DOS ANIMAIS ANTES DO ABATE de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com João Meireles, Inês PereiraAmérico Silva, Vânia Rodrigues, André Loubet, Pedro Baptista, Pedro Carraca, João Pedro Mamede Nuno Gonçalo Rodrigues Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Isabel Muñoz Cardoso Encenação Jorge Silva Melo M16

No Teatro da Politécnica de 13 de Setembro a 28 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00

Milítsa Já te disse – não somos boas para nada – sempre inquietas, sempre vazias – suplicamos, queixamo-nos – não somos feitas para nada, só para o mal – fomos nós que destruímos o Paraíso.
Dimítris Dimitriádis, A Vertigem dos Animais Antes do Abate

Tudo cai, tudo está a ruir, a morte anda por aí neste texto seminal de um grande poeta de Salónica, récia. Riso, gritos, paixões, lágrimas, abraços, esperma. “O nosso dever”, diz Dimitriádis, "é voltar a fazer entrar personagens nos palcos que Beckett esvaziou para sempre”. Pois, paradoxal, vertiginoso.

Fotografia © Jorge Gonçalves

segunda-feira, 3 de julho de 2017

E esta 6ª feira, pelas 19h, estamos na Fundação Calouste Gulbenkian, para a leitura de alguns “Papéis da Prisão” de Luandino Vieira a que chamámos TENHO TRINTA ANOS, ESTOU NA CADEIA HÁ QUATRO.


TENHO TRINTA ANOS, ESTOU NA CADEIA HÁ QUATRO alguns "Papéis da Prisão" de Luandino Vieira Com António Simão, Daniel MartinhoJoão Meireles, João Pedro Mamede, Jorge Silva MeloNuno Gonçalo Rodrigues e Pedro Carraca Assistência de encenação Andreia Bento Encenação Jorge Silva Melo
No Jardim de Verão da Fundação Calouste Gulbenkian, 7 de Julho às 19h00

“Deve ser este o famoso Tarrafal, que reabriu quando mandaram para cá os angolanos”, escreve Luandino Vieira em 13 de Agosto de 1964, quando é enfiado no campo de concentração, vindo da Luanda onde desafiara a ditadura. “Parece um sonho vir cá parar.”

São notas, emoções, reflexões, factos, apontamentos, “bocados de nós próprios”, uma voz que teima em reter o tempo.

Fotografia © Jorge Gonçalves