segunda-feira, 22 de agosto de 2016

E recomeçamos. Sim, a partir de 14 de Setembro, teremos no Teatro da Politécnica O RIO de Jez Butterworth e uma exposição de João Jacinto.


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves


NOITE, NOITE MAIS DO QUE HOJE
Exposição de João Jacinto
 
No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª a 6ª das 17h00 | Sábado das 15h00 até final do espectáculo
Inauguração dia 14 de Setembro pelas 21h00
 
"Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas", dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto e ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem redenção, serão pintura). "Quando a taciturna chegar." E neste poema, ele pergunta: "quem assomará à janela?" Procuro esta poesia para salvar o susto? Redimir o temor? Procuro estes dizeres para arrumar o medo? Para sobreviver ao inverno dos corpos? Na arte (mortuária? espectral?) de João Jacinto, emergem figuras, assombrações, pesadelos, fantasmagorias. Emergem, disse. Mas podia também dizer "afundam-se". E repetem-se, repetem-se, repetem-se, avassaladoras.

Jorge Silva Melo


sexta-feira, 29 de julho de 2016

E amanhã terminam as apresentações no Teatro da Politécnica de A INQUIETUDE de Valère Novarina. E vamos de férias! Recomeçamos a trabalhar no final de Agosto para abrir a temporada a 14 de Setembro com O RIO de Jez Butterworth e uma exposição de João Jacinto.


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Últimas apresentações de A INQUIETUDE de Valère Novarina no Teatro da Politécnica. Só até sábado. E vamos de férias!


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A INQUIETUDE de Valère Novarina estreia esta quarta-feira, pelas 19h. No Teatro da Politécnica. E na 5a, 21 de Julho, pelas 19h, haverá a leitura de O JARDIM DO RECONHECIMENTO (entrada livre). Em Agosto, vai haver um seminário de verão... E a 14 de Setembro, abre a temporada 2016-7 com O RIO de Jez Butterworth. E uma exposição de João Jacinto.


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O JARDIM DO RECONHECIMENTO de Valère Novarina - Leitura Tradução Ângela Leite Lopes Com Daniela Rosado, Mariana Gomes e Pedro Matos Direcção Antonio Guedes

No Teatro da Politécnica, 21 de julho às 19h00
                        
Três pessoas num jardim: o Boneco de Terra, A Mulher Seminal e A Voz de Sombra. Não reconhecem nem o espaço nem a nossa língua; submetem-se à imagem humana. Questionam a nossa sexualidade e a nossa separação. Por que somos feitos de tempo e no entanto estrangeiros para Ele?

Esta é a sinopse feita por Novarina para o seu texto. A narrativa é trabalhada de forma a provocar estranhamento e o resultado é ao mesmo tempo uma língua estrangeira e familiar. Lembra um jogo infantil onde os actores experimentam a linguagem  buscando com prazer, não a comunicação, mas uma relação alegre com as palavras e com os sentidos. 

As palavras encadeiam-se, às vezes perseguindo o sentido, às vezes deixando-se levar por um ritmo ou sonoridade. É uma composição na qual importa a experiência de linguagem e não o relato de uma fábula. O resultado é música. Ou, como o próprio Novarina gosta de dizer, “uma onda de palavras”.


Fotografia © Patrícia Falcão Gandra


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves



"eu|tu . oficina criativa” consiste numa oficina coreográfica e musical com apresentação final dirigida por Ângelo Cid Neto (intérprete/coreógrafo) e Rui Faustino (músico/percussionista). 

Os criadores pretendem abrir um espaço de aprendizagem, experimentação e partilha dedicado a participantes com e sem experiência artística. 
O projecto visa o estímulo da criatividade, a aquisição de competências e a experiência de trabalhar num contexto multifacetado com intervenientes de proveniências distintas. Será dada prioridade a jovens estudantes com o duplo objectivo de contribuir para o esbatimento de fronteiras entre escolas e promover o intercâmbio de processo criativo e informação entre participantes.

"eu|tu . oficina criativa” destina-se a todos os interessados que serão divididos em dois grupos, dos 7 aos 14 anos e a partir dos 15 anos. Realiza-se no Teatro da Politécnica (Jardim Botânico) em Lisboa de 22 de Agosto a 2 de Setembro, das 10h às 14h e das 15h às 19h, alternando o horário da manhã e da tarde entre os dois grupos.
No dia 2 de Setembro, às 17h e às 19h, terão lugar as apresentações finais do trabalho desenvolvido sob a orientação de Ângelo Cid Neto e Rui Faustino. 

Local:
Teatro da Politécnica - Rua da Escola Politécnica, 56, Lisboa. 1250-102 Lisboa
Mapa 

Custo: 
. GRUPO A, dos 7 aos 14 anos: 70€ inscrições até 15 Agosto / depois 80€
. GRUPO B, a partir dos 15 anos: 90€ inscrições até 15 de Agosto / depois 100€ 

Inscrições

Mais informações: oficinascriativas@sentidosilimitados.com



A INQUIETUDE de Valère Novarina estreia esta quarta-feira, pelas 19h. No Teatro da Politécnica. E na 5a, 21 de Julho, pelas 19h, haverá a leitura de O JARDIM DO RECONHECIMENTO (entrada livre). Em Agosto, vai haver um seminário de verão... E a 14 de Setembro, abre a temporada 2016-7 com O RIO de Jez Butterworth. E uma exposição de João Jacinto.


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O JARDIM DO RECONHECIMENTO de Valère Novarina - Leitura Tradução Ângela Leite Lopes Com Daniela Rosado, Mariana Gomes e Pedro Matos Direcção Antonio Guedes

No Teatro da Politécnica, 21 de julho às 19h00
                        
Três pessoas num jardim: o Boneco de Terra, A Mulher Seminal e A Voz de Sombra. Não reconhecem nem o espaço nem a nossa língua; submetem-se à imagem humana. Questionam a nossa sexualidade e a nossa separação. Por que somos feitos de tempo e no entanto estrangeiros para Ele?

Esta é a sinopse feita por Novarina para o seu texto. A narrativa é trabalhada de forma a provocar estranhamento e o resultado é ao mesmo tempo uma língua estrangeira e familiar. Lembra um jogo infantil onde os actores experimentam a linguagem  buscando com prazer, não a comunicação, mas uma relação alegre com as palavras e com os sentidos. 

As palavras encadeiam-se, às vezes perseguindo o sentido, às vezes deixando-se levar por um ritmo ou sonoridade. É uma composição na qual importa a experiência de linguagem e não o relato de uma fábula. O resultado é música. Ou, como o próprio Novarina gosta de dizer, “uma onda de palavras”.

Fotografia © Patrícia Falcão Gandra


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves



"eu|tu . oficina criativa” consiste numa oficina coreográfica e musical com apresentação final dirigida por Ângelo Cid Neto (intérprete/coreógrafo) e Rui Faustino (músico/percussionista). 

Os criadores pretendem abrir um espaço de aprendizagem, experimentação e partilha dedicado a participantes com e sem experiência artística. 
O projecto visa o estímulo da criatividade, a aquisição de competências e a experiência de trabalhar num contexto multifacetado com intervenientes de proveniências distintas. Será dada prioridade a jovens estudantes com o duplo objectivo de contribuir para o esbatimento de fronteiras entre escolas e promover o intercâmbio de processo criativo e informação entre participantes.

"eu|tu . oficina criativa” destina-se a todos os interessados que serão divididos em dois grupos, dos 7 aos 14 anos e a partir dos 15 anos. Realiza-se no Teatro da Politécnica (Jardim Botânico) em Lisboa de 22 de Agosto a 2 de Setembro, das 10h às 14h e das 15h às 19h, alternando o horário da manhã e da tarde entre os dois grupos.
No dia 2 de Setembro, às 17h e às 19h, terão lugar as apresentações finais do trabalho desenvolvido sob a orientação de Ângelo Cid Neto e Rui Faustino. 

Local:
Teatro da Politécnica - Rua da Escola Politécnica, 56, Lisboa. 1250-102 Lisboa
Mapa 

Custo: 
. GRUPO A, dos 7 aos 14 anos: 70€ inscrições até 15 Agosto / depois 80€
. GRUPO B, a partir dos 15 anos: 90€ inscrições até 15 de Agosto / depois 100€ 

Inscrições

Mais informações: oficinascriativas@sentidosilimitados.com



segunda-feira, 11 de julho de 2016

A INQUIETUDE de Valère Novarina quase a estrear. E haverá a leitura de O JARDIM DO RECONHECIMENTO na 5ª 21 de Julho, pelas 19h00 (entrada livre). E a postos para abrir a temporada 2016-7 com O RIO de Jez Butterworth. E uma exposição de João Jacinto. E vai haver um seminário de verão...


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.

As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O JARDIM DO RECONHECIMENTO de Valère Novarina - Leitura Tradução Ângela Leite Lopes   Com Daniela Rosado, Mariana Gomes e Pedro Matos Direcção Antonio Guedes

No Teatro da Politécnica, 21 de julho às 19h00
                        
Três pessoas num jardim: o Boneco de Terra, A Mulher Seminal e A Voz de Sombra. Não reconhecem nem o espaço nem a nossa língua; submetem-se à imagem humana. Questionam a nossa sexualidade e a nossa separação. Por que somos feitos de tempo e no entanto estrangeiros para Ele?

Esta é a sinopse feita por Novarina para o seu texto. A narrativa é trabalhada de forma a provocar estranhamento e o resultado é ao mesmo tempo uma língua estrangeira e familiar. Lembra um jogo infantil onde os actores experimentam a linguagem  buscando com prazer, não a comunicação, mas uma relação alegre com as palavras e com os sentidos. 

As palavras encadeiam-se, às vezes perseguindo o sentido, às vezes deixando-se levar por um ritmo ou sonoridade. É uma composição na qual importa a experiência de linguagem e não o relato de uma fábula. O resultado é música. Ou, como o próprio Novarina gosta de dizer, “uma onda de palavras”.

Fotografia © Patrícia Falcão Gandra


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves


NOITE, NOITE MAIS DO QUE HOJE
Exposição de João Jacinto

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª a 6ª das 17h00 | Sábado das 15h00 até final do espectáculo
Inauguração dia 14 de Setembro pelas 21h00


"Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas", dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto e ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem redenção, serão pintura). "Quando a taciturna chegar." E neste poema, ele pergunta: "quem assomará à janela?" Procuro esta poesia para salvar o susto? Redimir o temor? Procuro estes dizeres para arrumar o medo? Para sobreviver ao inverno dos corpos? Na arte (mortuária? espectral?) de João Jacinto, emergem figuras, assombrações, pesadelos, fantasmagorias. Emergem, disse. Mas podia também dizer "afundam-se". E repetem-se, repetem-se, repetem-se, avassaladoras.

Jorge Silva Melo



"eu|tu . oficina criativa” consiste numa oficina coreográfica e musical com apresentação final dirigida por Ângelo Cid Neto (intérprete/coreógrafo) e Rui Faustino (músico/percussionista). 


Os criadores pretendem abrir um espaço de aprendizagem, experimentação e partilha dedicado a participantes com e sem experiência artística. 
O projecto visa o estímulo da criatividade, a aquisição de competências e a experiência de trabalhar num contexto multifacetado com intervenientes de proveniências distintas. Será dada prioridade a jovens estudantes com o duplo objectivo de contribuir para o esbatimento de fronteiras entre escolas e promover o intercâmbio de processo criativo e informação entre participantes.



"eu|tu . oficina criativa” destina-se a todos os interessados que serão divididos em dois grupos, dos 7 aos 14 anos e a partir dos 15 anos. Realiza-se no Teatro da Politécnica (Jardim Botânico) em Lisboa de 22 de Agosto a 2 de Setembro, das 10h às 14h e das 15h às 19h, alternando o horário da manhã e da tarde entre os dois grupos.
No dia 2 de Setembro, às 17h e às 19h, terão lugar as apresentações finais do trabalho desenvolvido sob a orientação de Ângelo Cid Neto e Rui Faustino. 

Local:
Teatro da Politécnica - Rua da Escola Politécnica, 56, Lisboa. 1250-102 Lisboa

Custo: 
. GRUPO A, dos 7 aos 14 anos: 70€ inscrições até 15 Agosto / depois 80€
. GRUPO B, a partir dos 15 anos: 90€ inscrições até 15 de Agosto / depois 100€ 


Mais informações: oficinascriativas@sentidosilimitados.com

segunda-feira, 4 de julho de 2016

E na 4ª, 20, estreamos A INQUIETUDE de Valère Novarina. No Teatro da Politécnica. E ensaiamos O RIO de Jez Butterworth, com estreia em 14 de Setembro.



A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)
Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14
No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)
 
E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.
Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves