quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Estão abertas as inscrições para o seminário ÀS CLARAS. Inscrições até 30 de Novembro. E hoje, nas Caldas da Rainha, apresentamos FRÁGIL, de David Greig, no Teatro da Rainha. E na sexta-feira 16 de Novembro, apresentamos FERNANDO LEMOS - COMO, NÃO É RETRATO? de Jorge Silva Melo, no Cineclube do Barreiro.

ÀS CLARAS

UM SEMINÁRIO NOS ARTISTAS UNIDOS
2019 JANEIRO / FEVEREIRO E MAIO/JULHO

A vida dos teatros, a nossa vida, dia após dia, ensaio após ensaio, espectáculos que terminam carreira, espectáculos que começam, que partem em digressão, ensaios que se repetem, montagens de cenários, contas, pagamentos, preparações, discussões de repertório e elencos, relações com a imprensa, os espectadores e o ministério - o dia a dia de uma companhia de teatro ÀS CLARAS.

1º módulo: de 12 de Janeiro a 2 de Março (8 sessões)
Análise de espectáculo DO ALTO DA PONTE de Arthur Miller que estará em cena no SLTM; análise dos últimos ensaios de OS ALIENS de Annie Baker com estreia marcada para 23 de Janeiro no Teatro da Politécnica; acompanhamento de ensaios do espectáculo a estrear em Março.

2º módulo - de 18 de Maio a 6 de Julho (8 sessões)
Análise de espectáculo que estará em cena no Teatro da Politécnica; acompanhamento do espectáculo A CIRCULARIDADE DO QUADRADO de Dimítris Dimitrádis a estrear em Jullho.

Sessões sábados das 11h às 13h no Teatro da Politécnica.
Quem pode participar? Quem quiser, profissionais, amadores, curiosos, quem quiser saber o que é o nosso dia a dia. A quem possa ser útil.
Os participantes de qualquer dos módulos poderão assistir a espectáculos ou ensaios durante estes períodos (12 Janeiro – 2 de Março/ 18 de Maio a 29 Junho). Os ensaios decorrem maioritariamente às tardes de 2a a 6ª das 14h às 18h.
Um calendário semanal será entregue todas as quintas-feiras.

Direcção do Seminário - Jorge Silva Melo

Máximo 12 participantes
Candidaturas mediante CV até 30 de Novembro de 2018 / selecção até 10 de Dezembro
Um módulo: 80 euros / os dois módulos 150 euros
Inscrições para Pedro Jordão - 
pjordao@artistasunidos.pt
Fotografias © Jorge Gonçalves




FRÁGIL de David Greig Tradução Pedro Marques Com Pedro Carraca Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo M12 
Nas Caldas da Rainha, no Teatro da Rainha a 15 de Novembro às 21h30
Adoro ir ao centro. – Se alguma coisa me aborrece no sábado, no domingo ou na segunda – penso – não te preocupes – na terça vais ao centro.
David Greig, Frágil


Frágil
 alista os espectadores numa comunidade de participantes, colocando-os cara a cara e responsabilizando-os por uma inflexível exigência ética perante o Outro. Através de Jack, a precariedade é colocada em primeiro plano. De facto, a peça termina com o seu destino ainda incerto, pois não abandonou o isqueiro. Através do seu comprometimento coral e colectivo no espectáculo, os membros da audiência podem vir a assumir a necessidade de responder ao “outro vulnerável”, e tomar responsabilidade pelas suas acções e compromissos políticos, como um passo para o alcance da mudança social.
Fotografias © Jorge Gonçalves




FERNANDO LEMOS – Como, não  é retrato? de Jorge Silva Melo Com João Pedro Mamede Fotografia José Luís Carvalhosa  Som  Armanda Carvalho Assistente de Imagem Paulo Menezes Montagem Miguel Aguiar Misturas de som Nuno Carvalho Realização Jorge Silva Melo Produção Manuel João Águas e Pedro Jordão Uma produção Artistas Unidos Com o apoio da Rádio Televisão Portuguesa e da Fundação Calouste Gulbenkian (75 min)

No Cineclube do Barreiro a 16 de Novembro, às 21h30

Começámos este filme em 2008... terminamos agora, entre Lisboa e São Paulo.
"Fui estudante, serralheiro, marceneiro, estofador, impressor de litografia, desenhador, publicitário, professor, pintor, fotógrafo, tocador de gaita, emigrante, exilado, director de museu, assessor de ministros, pesquisador, jornalista, poeta, júri de concursos....
.....conselheiro de pinacotecas, comissário de eventos internacionais, designer de feiras industriais, cenógrafo, pai de filhos, bolseiro, e tenho duas pátrias, uma que me fez e outra que me ajudo a fazer. Como se vê, sou mais um português à procura de coisa melhor." diz Fernando Lemos, artista que em 1953 deixou Lisboa rumo ao Brasil.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

E continua RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR, de Davide Carnevali. Também até 8 de Dezembro temos a exposição VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA). Na 5ª 15 temos o lançamento de A SAGA DE SELMA LAGERLÖF de Cristina Carvalho. E no Teatro da Rainha, apresentamos FRÁGIL, de David Greig. Às 21h30. No Porto, no TNSJ, continua em cena DO ALTO DA PONTE, de Arthur Miller. Até 25 de Novembro. Hoje, na Biblioteca da INCM, Jorge Silva Melo lê CAMÕES. É A VOZ DOS POETAS. Prosseguem também as leituras EM VOZ ALTA. Este Sábado, 17, na Casa Sommer em Cascais, Luís Lucas e Jorge Silva Melo lêem ADOLFO CASAIS MONTEIRO. E vamos ter um seminário: ÀS CLARAS, dirigido por Jorge Silva Melo. As inscrições estão abertas até 30 de Novembro.


RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR de Davide Carnevali Tradução Tereza Bento Com Inês PereiraJoão MeirelesNuno Gonçalo Rodrigues e Margarida Correia Cenografia José Manuel Reis Figurinos Joana Sousa Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistente Pedro Baptista Encenação Jorge Silva Melo e com telas de Pedro Chorão M12

No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
RESERVAS: 961960281 | 212473972 (dias úteis das 10h às 18h)

HOMEM É um retrato. De mim e de ti. Fi-lo há uns dias, na praia. Enquanto olhavas o mar.
RAPARIGA Desaparece daqui, estrangeiro, europeu, desaparece.

Uma cidade sem nome, num mundo muçulmano não identificado (não é Médio Oriente, a população não é propriamente árabe; Será Norte de África? Não importa), um homem sem nome com uma profissão entre o lícito e o ilícito, europeu mas não turista, encontra o olhar de uma mulher local, jovem, talvez bonita, talvez livre, vinda de uma família de visões amplas.

Fotografia © Jorge Gonçalves


VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA)
O João pintou todas as letras de que é feita a poesia. Mostrando nos seus quadros que ler pintura é também ver poesia. É assim que volto a vê-lo todos os dias. E por isso, enquanto eu continuar a poder ver, ele continuará a ser o meu melhor amigo.

Hélder Macedo
No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª a 6ª das 17h00 | Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculo
Entrada Livre


Lançamento do livro A Saga de Selma Lagerlöf, de Cristina Carvalho

No Teatro da Politécnica, 15 de Novembro às 18h00

«Este romance biográfico foi escrito em golfadas, em horas imprecisas do dia ou da noite; não obedeceu a nenhuma rotina disciplinada. Como em todos os actos de paixão, fui sobrevivendo em equilíbrios improváveis.
Conheci regiões que jamais imaginei conhecer, reconheci a vida desta pessoa, imaginei-a com a possível intimidade. Julguei, muitas vezes, ouvi-la. O conhecimento dessa vida foi como o silvo das auroras boreais ou como o zurzir do relâmpago na noite profunda.»



FRÁGIL de David Greig Tradução Pedro Marques Com Pedro Carraca Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo M12
Nas Caldas da Rainha, no Teatro da Rainha a 15 de Novembro às 21h30
Adoro ir ao centro. – Se alguma coisa me aborrece no sábado, no domingo ou na segunda – penso – não te preocupes – na terça vais ao centro.
David Greig, Frágil
Frágil alista os espectadores numa comunidade de participantes, colocando-os cara a cara e responsabilizando-os por uma inflexível exigência ética perante o Outro. Através de Jack, a precariedade é colocada em primeiro plano. De facto, a peça termina com o seu destino ainda incerto, pois não abandonou o isqueiro. Através do seu comprometimento coral e colectivo no espectáculo, os membros da audiência podem vir a assumir a necessidade de responder ao “outro vulnerável”, e tomar responsabilidade pelas suas acções e compromissos políticos, como um passo para o alcance da mudança social.


DO ALTO DA PONTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana BárciaVânia RodriguesAntónio Simão,  Bruno VicenteAndré Loubet, Tiago MatiasHugo TouritaGonçalo CarvalhoJoão EstimaHélder BrazInês Pereira, Romeu Vala e Miguel Galamba Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Produção João Meireles Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

No Porto, no Teatro Nacional São João de 8 a 25 de Novembro
4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Dom. às 16h00

No Teatro Aveirense a 30 de Novembro
Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garret, a 1 de Dezembro
No São Luiz Teatro Municipal de 10 a 27 de Janeiro de 2019
Em Faro, no Teatro das Figuras a 31 de Janeiro

No Teatro Municipal de Almada a 9 e 10 de Fevereiro
Em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi a 16 de Fevereiro
Em Viana do Castelo, no Teatro Municipal Sá de Miranda a 16 de Março
Em Coimbra, no Convento de S. Francisco a 22 de Março

Catherine Diz-me uma coisa. Quer dizer, diz-me só isto, Rodolpho - ainda quererias casar comigo se afinal tivéssemos que ir viver para itália? Se tivesse que ser.
Rodolpho Quem está a perguntar. Tu ou ele?

Arthur Miller, Do Alto da Ponte

Um drama passional, um dilema moral, uma tragédia contemporânea? Nos portos de Nova Iorque, entre emigrantes italianos. A suspeição, o ciúme, a delação, a traição numa altura em que arranca a caça às bruxas do MacCarthismo. Que lei é esta que não respeita a lei de cada um? Quem são os vitoriosos, quais os derrotados?  Depois de  visitar com regularidade Harold Pinter (15 peças), Pirandello (2), Bertolt Brecht (3) e Tennessee Williams (4), os Artistas Unidos  que dedicam particular atenção ao que se escreve agora, entregam-se  desta vez ao teatro de Arthur Miller, descobrindo personagens escritos para eles. Traições, contradições, cegueira, leis antigas, leis  e morte, sangue de gente pobre. Em palco, falar-se-á de emigrantes, de escolhas difíceis, dos anos 50, dos dias de hoje.

Fotografias © Jorge Gonçalves

A VOZ DOS POETASINCM/AU

E na Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica, 135) vamos ler poesias de alguns poetas editados pela INCM. Porque gostamos de dar a voz aos poetas, voz alta.

12 de Novembro de 2018: LUÍS VAZ DE CAMÕES por Jorge Silva Melo
(entrada livre na medida dos lugares disponíveis)


EM VOZ ALTAos nossos poetas
leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos
Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.
Em Cascais, na Casa Sommer a 17 de Novembro às 18h30
 ADOLFO CASAIS MONTEIRO por Luís Lucas e Jorge Silva Melo
Fotografia © Jorge Gonçalves


ÀS CLARAS

UM SEMINÁRIO NOS ARTISTAS UNIDOS
2019 JANEIRO / FEVEREIRO E MAIO/JULHO
 


A vida dos teatros, a nossa vida, dia após dia, ensaio após ensaio, espectáculos que terminam carreira, espectáculos que começam, que partem em digressão, ensaios que se repetem, montagens de cenários, contas, pagamentos, preparações, discussões de repertório e elencos, relações com a imprensa, os espectadores e o ministério - o dia a dia de uma companhia de teatro ÀS CLARAS.

1º módulo: de 12 de Janeiro a 2 de Março (8 sessões)
Análise de espectáculo DO ALTO DA PONTE de Arthur Miller que estará em cena no SLTM; análise dos últimos ensaios de OS ALIENS de Annie Baker com estreia marcada para 23 de Janeiro no Teatro da Politécnica; acompanhamento de ensaios do espectáculo a estrear em Março.

2º módulo - de 18 de Maio a 6 de Julho (8 sessões)
Análise de espectáculo que estará em cena no Teatro da Politécnica; acompanhamento do espectáculo A CIRCULARIDADE DO QUADRADO de Dimítris Dimitrádis a estrear em Jullho.

Sessões sábados das 11h às 13h no Teatro da Politécnica.

Quem pode participar? Quem quiser, profissionais, amadores, curiosos, quem quiser saber o que é o nosso dia a dia. A quem possa ser útil.
Os participantes de qualquer dos módulos poderão assistir a espectáculos ou ensaios durante estes períodos (12 Janeiro – 2 de Março/ 18 de Maio a 29 Junho). Os ensaios decorrem maioritariamente às tardes de 2a a 6ª das 14h às 18h.
Um calendário semanal será entregue todas as quintas-feiras.

Direcção do Seminário - Jorge Silva Melo
Máximo 12 participantes

Candidaturas mediante CV até 30 de Novembro de 2018 / selecção até 10 de Dezembro
Um módulo: 80 euros / os dois módulos 150 euros
Inscrições para Pedro Jordão - pjordao@artistasunidos.pt

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Em cena no Teatro da Politécnica: RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR, de Davide Carnevali. Até sábado 8 de Dezembro. E a exposição VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA), está patente também até 8 de Dezembro. No Porto, no TNSJ, temos DO ALTO DA PONTE, de Arthur Miller. De 8 a 25 de Novembro. Prosseguem as sessões de EM VOZ ALTA. Na Casa Fernando Pessoa, a 8 de Novembro, Manuel Wiborg, Pedro Carraca e João Meireles lêem ALEXANDRE O’NEILL e na 2ª 12 de Novembro, Jorge Silva Melo lê LUÍS VAZ DE CAMÕES na INCM.


RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR de Davide Carnevali Tradução Tereza Bento Com Inês Pereira, João Meireles, Nuno Gonçalo Rodrigues e Margarida Correia Cenografia José Manuel Reis Figurinos Joana Sousa Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistente Pedro Baptista Encenação Jorge Silva Melo e com telas de Pedro Chorão M12

No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
RESERVAS: 961960281

HOMEM É um retrato. De mim e de ti. Fi-lo há uns dias, na praia. Enquanto olhavas o mar.
RAPARIGA Desaparece daqui, estrangeiro, europeu, desaparece.

Uma cidade sem nome, num mundo muçulmano não identificado (não é Médio Oriente, a população não é propriamente árabe; Será Norte de África? Não importa), um homem sem nome com uma profissão entre o lícito e o ilícito, europeu mas não turista, encontra o olhar de uma mulher local, jovem, talvez bonita, talvez livre, vinda de uma família de visões amplas.
Fotografia © Jorge Gonçalves


VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA)
O João pintou todas as letras de que é feita a poesia. Mostrando nos seus quadros que ler pintura é também ver poesia. É assim que volto a vê-lo todos os dias. E por isso, enquanto eu continuar a poder ver, ele continuará a ser o meu melhor amigo.


Hélder Macedo
No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª a 6ª das 17h00 | Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculoEntrada Livre

Lembrar João Vieira
As palavras, como a música, processam-se no tempo. A pintura ocupa o espaço. O João Vieira tinha o hábito de cantarolar boleros enquanto pintava. Ou então ouvia Beethoven, num gramofone antigo. As letras das palavras que pintava eram as formas visíveis do silêncio entre o tempo e o espaço. Corpos incorpóreos. Como o mítico unicórnio, que só tem corpo no nome que tem. Ou os deuses pagãos, que são os nomes de todos os corpos. Ou o alfabeto hebraico, que é o indizível nome de Deus que a si próprio se designa em corpos que fossem letras, em letras que fossem corpos, em sons que fossem silêncios num teatro de sombras.
O maior quadro que tenho do João Vieira é a transformação em pintura das palavras que Cesário Verde escreveu para dizer o mesmo na quadra que começa com o verso “Pinto quadros por letras, por sinais….”. Numa visita a Londres, o João ficou a olhar para o quadro como se o não tivesse terminado alguns anos antes. No dia seguinte foi comprar uma bisnaga de tinta branca e um pincel. Comigo a protestar quando começou a separar as cores das palavras com o branco da tinta. Criando entre elas intervalos de silêncio. E depois disse: “Agora já está”. Percebi: sem silêncios entre os sons não há música, sem cortes entre as letras não há palavras, sem ruptura não há continuidade, sem Inverno não há Primavera.
Nestes quadros a lembrar o João Vieira há um que diz palavra e outro que diz música. Há também um que diz teatro. Que é onde as formas dos sons se tornam corpos incorpóreos. Como quando, a culminar uma exposição, o João Vieira queimou publicamente um quadro que passou a ser agora a sua ausência para sempre presente.
Hélder Macedo


DO ALTO DA PONTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana BárciaVânia RodriguesAntónio Simão,  Bruno VicenteAndré Loubet, Tiago MatiasHugo TouritaGonçalo CarvalhoJoão EstimaHélder BrazInês Pereira, Romeu Vala e Miguel Galamba Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Produção João Meireles Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

No Porto, no Teatro Nacional São João de 8 a 25 de Novembro
4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Dom. às 16h00

No Teatro Aveirense a 30 de Novembro
Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garret, a 1 de Dezembro
No São Luiz Teatro Municipal de 10 a 27 de Janeiro de 2019Em Faro, no Teatro das Figuras a 31 de Janeiro
No Teatro Municipal de Almada a 9 e 10 de Fevereiro
Em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi a 16 de Fevereiro
Em Viana do Castelo, no Teatro Municipal Sá de Miranda a 16 de Março
Em Coimbra, no Convento de S. Francisco a 22 de Março

Catherine Diz-me uma coisa. Quer dizer, diz-me só isto, Rodolpho - ainda quererias casar comigo se afinal tivéssemos que ir viver para itália? Se tivesse que ser.
Rodolpho Quem está a perguntar. Tu ou ele?

Arthur Miller, Do Alto da Ponte

Um drama passional, um dilema moral, uma tragédia contemporânea? Nos portos de Nova Iorque, entre emigrantes italianos. A suspeição, o ciúme, a delação, a traição numa altura em que arranca a caça às bruxas do MacCarthismo. Que lei é esta que não respeita a lei de cada um? Quem são os vitoriosos, quais os derrotados?  Depois de  visitar com regularidade Harold Pinter (15 peças), Pirandello (2), Bertolt Brecht (3) e Tennessee Williams (4), os Artistas Unidos  que dedicam particular atenção ao que se escreve agora, entregam-se  desta vez ao teatro de Arthur Miller, descobrindo personagens escritos para eles. Traições, contradições, cegueira, leis antigas, leis  e morte, sangue de gente pobre. Em palco, falar-se-á de emigrantes, de escolhas difíceis, dos anos 50, dos dias de hoje.

Fotografias © Jorge Gonçalves



EM VOZ ALTAos nossos poetas
leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

Na Casa Fernando Pessoa, 8 de Novembro às 18h30
ALEXANDRE O'NEILL 
por Pedro Carraca, João Meireles e Manuel Wiborg

Fotografia © Jorge Gonçalves


EM VOZ ALTAos nossos poetas
leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.
Na Biblioteca da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 12 de Novembro às 18h30
LUÍS VAZ DE CAMÕES 
por Jorge Silva Melo

Fotografia © Jorge Gonçalves


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Estreamos esta semana RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR, de Davide Carnevali. Na 4ª 31 de Outubro. E no mesmo dia inauguramos VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA). Para ver até sábado 8 de Dezembro. E DO ALTO DA PONTE, de Arthur Miller, continua a digressão: em Ponte de Lima a 3 e no Teatro Nacional S. João de 8 a 25 de Novembro. Também a 8 de Novembro, na Casa Fernando Pessoa, EM VOZ ALTA. Manuel Wiborg, Pedro Carraca e João Meireles lêem Alexandre O’Neill.


RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR de Davide Carnevali Tradução Tereza Bento Com Inês PereiraJoão MeirelesNuno Gonçalo Rodrigues e Margarida Correia Cenografia José Manuel Reis Figurinos Joana Sousa Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistente Pedro Baptista Encenação Jorge Silva Melo e com telas de Pedro Chorão M12

No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
RESERVAS: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

HOMEM É um retrato. De mim e de ti. Fi-lo há uns dias, na praia. Enquanto olhavas o mar.
RAPARIGA Desaparece daqui, estrangeiro, europeu, desaparece.

Davide Carnevali, Retrato de Mulher Árabe Que Olha o Mar

Uma cidade sem nome, num mundo muçulmano não identificado (não é Médio Oriente, a população não é propriamente árabe; Será Norte de África? Não importa), um homem sem nome com uma profissão entre o lícito e o ilícito, europeu mas não turista, encontra o olhar de uma mulher local, jovem, talvez bonita, talvez livre, vinda de uma família de visões amplas.

Fotografia © Jorge Gonçalves

VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA)
O João pintou todas as letras de que é feita a poesia. Mostrando nos seus quadros que ler pintura é também ver poesia. É assim que volto a vê-lo todos os dias. E por isso, enquanto eu continuar a poder ver, ele continuará a ser o meu melhor amigo.


Hélder Macedo
No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª a 6ª das 17h00 | Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculo
Inauguração no dia 31 de Outubro às 21h00
Entrada Livre

Lembrar João Vieira
As palavras, como a música, processam-se no tempo. A pintura ocupa o espaço. O João Vieira tinha o hábito de cantarolar boleros enquanto pintava. Ou então ouvia Beethoven, num gramofone antigo. As letras das palavras que pintava eram as formas visíveis do silêncio entre o tempo e o espaço. Corpos incorpóreos. Como o mítico unicórnio, que só tem corpo no nome que tem. Ou os deuses pagãos, que são os nomes de todos os corpos. Ou o alfabeto hebraico, que é o indizível nome de Deus que a si próprio se designa em corpos que fossem letras, em letras que fossem corpos, em sons que fossem silêncios num teatro de sombras.
O maior quadro que tenho do João Vieira é a transformação em pintura das palavras que Cesário Verde escreveu para dizer o mesmo na quadra que começa com o verso “Pinto quadros por letras, por sinais….”. Numa visita a Londres, o João ficou a olhar para o quadro como se o não tivesse terminado alguns anos antes. No dia seguinte foi comprar uma bisnaga de tinta branca e um pincel. Comigo a protestar quando começou a separar as cores das palavras com o branco da tinta. Criando entre elas intervalos de silêncio. E depois disse: “Agora já está”. Percebi: sem silêncios entre os sons não há música, sem cortes entre as letras não há palavras, sem ruptura não há continuidade, sem Inverno não há Primavera.
Nestes quadros a lembrar o João Vieira há um que diz palavra e outro que diz música. Há também um que diz teatro. Que é onde as formas dos sons se tornam corpos incorpóreos. Como quando, a culminar uma exposição, o João Vieira queimou publicamente um quadro que passou a ser agora a sua ausência para sempre presente.
 Hélder Macedo



DO ALTO DA PONTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana BárciaVânia RodriguesAntónio Simão,  Bruno VicenteAndré Loubet, Tiago 
MatiasHugo TouritaGonçalo CarvalhoJoão EstimaHélder BrazInês Pereira, Romeu Vala e Miguel Galamba Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Produção João Meireles Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

Em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes a 3 de Novembro

No Porto, no Teatro Nacional São João de 8 a 25 de Novembro



No Teatro Aveirense a 30 de Novembro

Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garret, a 1 de Dezembro
No São Luiz Teatro Municipal de 10 a 27 de Janeiro de 2019
No Teatro Municipal de Almada a 9 e 10 de Fevereiro
Em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi a 16 de Fevereiro
Em Faro, no Teatro das Figuras a 1 de Março
Em Viana do Castelo, no Teatro Municipal Sá de Miranda a 16 de Março
Catherine Diz-me uma coisa. Quer dizer, diz-me só isto, Rodolpho - ainda quererias casar comigo se afinal tivéssemos que ir viver para itália? Se tivesse que ser.
Rodolpho Quem está a perguntar. Tu ou ele?

Arthur Miller, Do Alto da Ponte

Um drama passional, um dilema moral, uma tragédia contemporânea? Nos portos de Nova Iorque, entre emigrantes italianos. A suspeição, o ciúme, a delação, a traição numa altura em que arranca a caça às bruxas do MacCarthismo. Que lei é esta que não respeita a lei de cada um? Quem são os vitoriosos, quais os derrotados?  Depois de  visitar com regularidade Harold Pinter (15 peças), Pirandello (2), Bertolt Brecht (3) e Tennessee Williams (4), os Artistas Unidos  que dedicam particular atenção ao que se escreve agora, entregam-se  desta vez ao teatro de Arthur Miller, descobrindo personagens escritos para eles. Traições, contradições, cegueira, leis antigas, leis  e morte, sangue de gente pobre. Em palco, falar-se-á de emigrantes, de escolhas difíceis, dos anos 50, dos dias de hoje.

Fotografias © Jorge Gonçalves


EM VOZ ALTAos nossos poetas
leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos
Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.
Na Casa Fernando Pessoa, 8 de Novembro às 18h30
ALEXANDRE O'NEILL 
por Pedro Carraca, João Meireles e Manuel Wiborg

Fotografia © Jorge Gonçalves

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

E continua a digressão de DO ALTO DA PONTE, de Arthur Miller. Neste sábado, 27 de Outubro, estaremos no Teatro Municipal de Bragança. E preparamos RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR, de Davide Carnevali, e a exposição VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA). Tudo para 4ª 31 de Outubro, no Teatro da Politécnica. E continua EM VOZ ALTA. Luís Lucas e Jorge Silva Melo lêem CARLOS DE OLIVEIRA, na Casa da Cultura de Setúbal.


DO ALTO DA PONTE de Arthur Miller Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho Com Américo Silva, Joana Bárcia, Vânia Rodrigues, António Simão,  Bruno Vicente, André Loubet, Tiago Matias, Hugo Tourita, Gonçalo Carvalho, João Estima, Hélder Braz, Inês Pereira, Romeu Vala e Miguel Galamba Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Produção João Meireles Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro Municipal de Bragança a 27 de Outubro

Em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes a 3 de Novembro

No Porto, no Teatro Nacional São João de 8 a 25 de Novembro
No Teatro Aveirense a 30 de Novembro
Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garret, a 1 de Dezembro
No São Luiz Teatro Municipal de 10 a 27 de Janeiro de 2019
No Teatro Municipal de Almada a 9 e 10 de Fevereiro
Em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi a 16 de Fevereiro
Em Faro, no Teatro das Figuras a 1 de Março
Em Viana do Castelo, no Teatro Municipal Sá de Miranda a 16 de Março

Catherine Diz-me uma coisa. Quer dizer, diz-me só isto, Rodolpho - ainda quererias casar comigo se afinal tivéssemos que ir viver para itália? Se tivesse que ser.
Rodolpho Quem está a perguntar. Tu ou ele?

Arthur Miller, Do Alto da Ponte

Um drama passional, um dilema moral, uma tragédia contemporânea? Nos portos de Nova Iorque, entre emigrantes italianos. A suspeição, o ciúme, a delação, a traição numa altura em que arranca a caça às bruxas do MacCarthismo. Que lei é esta que não respeita a lei de cada um? Quem são os vitoriosos, quais os derrotados?  Depois de  visitar com regularidade Harold Pinter (15 peças), Pirandello (2), Bertolt Brecht (3) e Tennessee Williams (4), os Artistas Unidos  que dedicam particular atenção ao que se escreve agora, entregam-se  desta vez ao teatro de Arthur Miller, descobrindo personagens escritos para eles. Traições, contradições, cegueira, leis antigas, leis  e morte, sangue de gente pobre. Em palco, falar-se-á de emigrantes, de escolhas difíceis, dos anos 50, dos dias de hoje.

Fotografias © Jorge Gonçalves


RETRATO DE MULHER ÁRABE QUE OLHA O MAR de Davide Carnevali Tradução Tereza Bento Com Inês Pereira, João Meireles, Nuno Gonçalo Rodrigues e Margarida Correia Cenografia José Manuel Reis Figurinos Joana Sousa Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistente Pedro Baptista Encenação Jorge Silva Melo e com telas de Pedro Chorão M12

No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
RESERVAS: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

HOMEM É um retrato. De mim e de ti. Fi-lo há uns dias, na praia. Enquanto olhavas o mar.
RAPARIGA Desaparece daqui, estrangeiro, europeu, desaparece.

Uma cidade sem nome, num mundo muçulmano não identificado (não é Médio Oriente, a população não é propriamente árabe; Será Norte de África? Não importa), um homem sem nome com uma profissão entre o lícito e o ilícito, europeu mas não turista, encontra o olhar de uma mulher local, jovem, talvez bonita, talvez livre, vinda de uma família de visões amplas.
Fotografia © Jorge Gonçalves



VOLTAR A VER O JOÃO (VIEIRA)

O João pintou todas as letras de que é feita a poesia. Mostrando nos seus quadros que ler pintura é também ver poesia. É assim que volto a vê-lo todos os dias. E por isso, enquanto eu continuar a poder ver, ele continuará a ser o meu melhor amigo.

Hélder Macedo

No Teatro da Politécnica de 31 de Outubro a 8 de Dezembro
3ª a 6ª das 17h00 | Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculo

Inauguração no dia 31 de Outubro às 21h00
Entrada Livre




EM VOZ ALTAos nossos poetas
leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

Na Casa da Cultura de Setúbal, 25 de Outubro às 21h30
CARLOS DE OLIVEIRA
 por Luís Lucas e Jorge Silva Melo
Fotografia © Jorge Gonçalves