segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Fim do ano, champanhes e etc. Mas daqui a nada, na quarta-feira 11 estreamos A ESTUPIDEZ de Rafael Spregelburd no Teatro da Politécnica. E uma exposição de Sérgio Pombo. Enquanto continuamos a ensaiar A NOITE DA IGUANA de Tennessee Williams que estreamos no São Luiz daqui a um mês.


A ESTUPIDEZ de Rafael Spregelburd Tradução Alexandra Moreira da Silva e Guillermo Heras Com Andreia Bento, António Simão, David Esteves, Guilherme Gomes e Rita Cabaço Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Maria Jorge 
Encenação João Pedro Mamede M16
 
No Teatro da Politécnica de 11 de Janeiro a 25 de Fevereiro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas | 961 960 281 | 213 916 750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

RICHARD Vamos pôr as coisas noutros termos. O valor desta pintura reside fundamentalmente no facto de pouco restar daquilo que ela foi. É como o ouro, como o petróleo, como os recursos naturais: o preço aumenta em função do seu lento – mas persistente – desaparecimento.
Rafael Spregelburd, A Estupidez

O segredo do universo está prestes a ser revelado.
Eis a peça-catástrofe de Rafael Spregelburd para um tempo estúpido, em que ninguém se ouve. Pode a razão adaptar-se? Ou devemos conservá-la pura, como a própria catástrofe?
Para lá do que é visível (a deficiência de Ivy permanecerá um mistério) existe nesta farsa um princípio de organização e sustentação do real que é extra-humano, uma vez que a vertigem e a velocidade do presente já não são uma coisa que o homem possa controlar. Bem-vindos a Las Vegas.

Fotografia © Jorge Gonçalves



SÉRGIO POMBO AGORA

No Teatro da Politécnica de 11 Janeiro a 25 de Fevereiro
 3ª a Sáb. das 15h00 até final do espectáculo

A pintura de Sérgio Pombo – pintura, desenho, com figuras ou sem, a pintura que nele tudo é pintura, irredutivelmente pintura – é tão brilhantemente viva que ofusca, é tão desassombrada que nos assalta o equilíbrio, sofre, “o dia em que nasci morra e pereça”, dizia Job, amaldiçoa-nos – mas promete-nos o humano, o humano presente, o humano simplesmente, a vida de hoje, esta, sufocantemente bela na sua crueza rápida, na sua imensa solidão.
Com a rapidez das estrelas cadentes no céu de todas as noites, Sérgio Pombo, persegue a beleza, promete-nos que ela aí vem, está a chegar, voluptuosa.



A NOITE DA IGUANA de Tennessee Williams Tradução Dulce Fernandes Com Nuno Lopes, Maria João Luís, Isabel Muñoz Cardoso, Joana Bárcia, Pedro Carraca, Tiago Matias, João Meireles, Vânia Rodrigues, Pedro Gabriel Marques, Catarina Wallenstein, Américo SilvaJoão Delgado, Bruno Xavier, Ana Amaral Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Coordenação Técnica João Cachulo Produção João Meireles Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Bernardo Alves Encenação Jorge Silva Melo Uma produção Artistas Unidos/SLTM/TNSJ

No São Luiz Teatro Municipal de 19 de Janeiro a 5 de Fevereiro de 2017
No Teatro Nacional de São João de 9 a 26 de Fevereiro de 2017
 

HANNAH
 Fui ver a iguana.
SHANNON Foi? E o que achou?


Tennessee Williams, A Noite da Iguana
 
Uma modesta pensão junto ao mar, na costa do Pacífico. Um ex-pastor no limiar de um colapso nervoso. Uma viúva, Maxine, é quem se ocupa do hotel. E surge uma pintora amadora que tenta vender os seus quadros, enquanto passeia o seu avô moribundo de hotel em hotel, sem dinheiro.
E uma iguana presa que se vai soltar naquela noite.

Fotografia © Jorge Gonçalves

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