segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

E até 28 de Fevereiro, no São Luiz, GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE de Tennessee Williams. E hoje, pelas 18.30, o filme é BARTOLOMEU CID DOS SANTOS: POR TERRAS DEVASTADAS. Enquanto no Teatro da Politécnica, Ricardo Neves-Neves estreia A NOITE DA DONA LUCIANA, um Copi!



GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE de Tennessee Williams Tradução Helena Briga Nogueira Com Catarina WallensteinRúben GomesAmérico SilvaIsabel Muñoz CardosoJoão MeirelesJoão VazTiago MatiasVânia RodriguesRafael Barreto e as estagiárias da ESTC Inês Laranjeira e Margarida Correia Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Construção Thomas Kahrel Luz Pedro Domingos Som André Pires Operação de Som Flávio Martins Fotografia Jorge Gonçalves Assistência Leonor Carpinteiro Produção Executiva João Meireles e João Chicó Encenação Jorge Silva Melo Uma Produção Artistas Unidos/ Teatro Viriato / Fundação Centro Cultural de Belém / Teatro Nacional S. João, com o apoio do Centro Cultural do Cartaxo M16
 

No S. Luiz Teatro Municipal de 18 a 28 de Fevereiro de 2016

 
PAPÁ POLLITT (devagar e num tom violento): MALDITOS SEJAM TODOS OS MENTIROSOS E MENTIROSAS! FILHOS DA PUTA (...) Sim, todos mentirosos, todos mentirosos, todos mentirosos, moribundos mentirosos. (...) Mentirosos, moribundos, mentirosos!

Tennessee Williams, Gata em Telhado de Zinco Quente

 
Um casamento destruído pelo álcool, a ausência de filhos, mistérios e mentiras. Heranças, valores, filhos, sexo. E a doença, a morte. O que é a propriedade privada?


Gata em Telhado de Zinco Quente é uma tragédia: a passagem do mundo velho a um novo que não há meio de nascer. No trágico Sul de Tennessee Williams tudo se agita em volta do dinheiro. Estreada em Nova Iorque em 1955 com direcção de Elia Kazan, esta peça ficou célebre graças ao belíssimo filme com Elizabeth Taylor, Paul Newman e Burl Ives nos papéis principais. No entanto, que a versão de Kazan, quer filme realizado por Richard Brooks em 1958 evitaram muitos dos problemas da peça original.
Será possível devolver ao teatro aquilo que aparentemente o cinema fixou para sempre? Será possível voltar a fazer estas peças sem as cores esplendorosas de Hollywood? Será possível ver outra vez Maggie, a Gata como uma aventureira que a falta de dinheiro cega? Será possível voltar a pôr no palco estes dilemas, esta ansiedade, esta sofreguidão? Eu aposto que sim. Mas é uma peça de teatro.

Jorge Silva Melo 

Fotografia © Jorge Gonçalves




Por ocasião da exposição Narrativa de uma Colecção – Arte Portuguesa na Colecção da Secretaria de Estado da Cultura (1960-1990), (actualmente no novo espaço do MNAC-MC na Rua Capelo), o São Luiz Teatro Municipal e o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado promovem uma mostra dos filmes realizados pelos Artistas Unidos sobre artistas cujas obras integram a colecção.
Continuamos o ciclo A PALAVRA AOS ARTISTAS com a projecção de Bartolomeu Cid dos Santos: Por Terras Devastadas de Jorge Silva Melo, no dia 22 de Fevereiro, pelas 18h30, no São Luiz Teatro Municipal.



Bartolomeu Cid dos Santos: Por Terras Devastadas Argumento e Realização Jorge Silva Melo Depoimentos Alan Sillitoe, Hélder Macedo, João Cutileiro, John Aiken, Manuel Augusto Araújo, Paula Rego, Valter Vinagre Imagem José Luís Carvalhosa Som Armanda Carvalho Montagem Vítor AlvesAssistente de montagem Miguel Aguiar Mistura de som Tiago Matos Assistência de realização Maria do Mar Fazenda, Andreia Bento Produção João Matos, Joana Cunha Ferreira, Alexandra Caiano ProdutorPedro Borges Apoio Câmara Municipal de Tavira, Instituto Camões Produtor associado Artistas UnidosUma produção Midas Filmes © 2009 RTP 2

 
Um mundo crepuscular, o do fim dos muitos impérios, será o mundo de Bartolomeu. Que, em 65, criou uma das primeiras metáforas contra o Poder Colonial Português, a gravura "Portuguese Men of War". E que no fim da vida, com fúria visível e renovada vitalidade, se insurge contra a Nova Ordem Mundial. Mas um mundo também no anoitecer dos sentimentos amorosos, à procura de mais alguma coisa, de algum além para além do mar. Entre conversas com Bartolomeu e alguns dos seus mais próximos (como Paula Rego, Helder Macedo, John Aiken, Manuel Augusto Araújo, Valter Vinagre), procuro fazer um breve restrato deste homem das sete partidas do mundo, artista multifacetado, irónico, romântico, terno, grande conhecedor do mundo, das viagens e das técnicas, grande conhecedor das letras, e fazer ver como ele, em cada obra que faz, gravura, pintura, escultura ou... convoca todo o tempo passado, todas as terras distantes, sabendo, com Eliot, que "tempo passado e tempo futuro estão ambos presentes no tempo presente".
Um retrato de um homem que, aos 14 anos, no Chrysler do seu avô, foi de Lisboa a Paris em 1946, e viu desfilar a terra devastada depois da II Guerra Mundial.
E é por terras devastadas, ruínas, labirintos, mares que ele, sempre menino e sempre marinheiro, procura... e procura o quê? 

Próxima sessão:
14 MAR 

Segunda às 18h30 
ÂNGELO DE SOUSA
Conversa com José Gil

(2010, 60 min, a classificar pela CCE)

Pode consultar toda a programação aqui.





A NOITE DA DONA LUCIANA de Copi Tradução Isabel Alves Com Custódia GallegoJosé Leite, Patrícia Andrade, Rafael Gomes, Rita Cruz e Vítor Oliveira Figurinos José António Tenente Luz Elduplo MúsicaSérgio Delgado Fotografias Alípio Padilha Designer Pedro Frois Meneses Vídeo Promocional Eduardo Breda Comunicação Mafalda Simões Assistência de encenação Catarina Rôlo Salgueiro Encenação Ricardo Neves-Neves Produção Teatro do Eléctrico M16

No Teatro da Politécnica de 24 de Fevereiro a 19 de Março
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00


MAQUINISTA Até que horas vamos ficar?
AUTOR Que horas são?
MAQUINISTA Três e vinte cinco da manhã.
ACTRIZ Via láctea: reboliço entre as vacas.

Copi, A Noite da Dona Luciana

A Noite da Dona Luciana (1985) é uma comédia irreverente e florida, ao estilo de Copi. Num teatro acontece um ensaio tardio, onde estão presentes o autor, a actriz e o maquinista. O ensaio é interrompido por uma velha stripper transexual, que se envolve num confronto com a Companhia, lançando o espectador numa espiral entre a verdade e o delírio, a paixão e o humor negro.

Fotografia © Alípio Padilha


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