terça-feira, 6 de setembro de 2016

Em ensaios finais no Teatro da Politécnica. Sim, para a semana estreamos O RIO de Jez Butterworth e inauguramos uma exposição de João Jacinto, NOITE, NOITE MAIS DO QUE HOJE. E a partir de 13 de Setembro retomamos o TEATRO SEM FIOS da Antena Dois com a transmissão de E DEPOIS O SILÊNCIO de Arne Lygre.


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben GomesInês PereiraVânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves


E DEPOIS O SILÊNCIO de Arne Lyqre

Com David Esteves, João Cachola e Vicente Wallenstein Direção Álvaro Correia

Na Antena 2, 13 de Setembro, 21h00

Peça inquietante que procura a esperança num mundo que está a colapsar. Podemos mudar o curso das nossas vidas? Afundamo-nos ou nadamos? A peça assenta na batalha para nos definirmos a nós próprios, pelo poder e no nosso sentido de estarmos inexoravelmente sozinhos. A peça é criada na continuidade da peça “Homem sem Rumo”, já apresentada pela Comuna em 2008, recuperando uma das personagens da peça.
 Precisamos de histórias para nos assegurarmos de quem somos, para nos dar um sentido de identidade, de compreensão do outro, mas Arne Lygre acaba com a troca simbiótica entre quem conta e quem ouve de modo a que não seja possível a quem ouve confiar mais. Arne Lygre cria dez cenas densas de imagens poéticas, que explora o que cada homem é capaz de fazer para sobreviver. Sobreviver como uma memória, como um amante, como uma mãe cujo filho morre, como um prisioneiro que é torturado, como um rapaz que é vítima de bullying num jogo de guerra, ou então como líder de um país acabado de inventar. A peça traz-nos um momento de análise filosófica sobre uma problemática antropológica cada vez mais crescente na sociedade contemporânea: a solidão.

Fotografia © Bruno Simão



Exposição de João Jacinto

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª a 6ª das 17h00 | Sábado das 15h00 até final do espectáculo
Inauguração dia 14 de Setembro pelas 21h00
 
"Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas", dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto e ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem redenção, serão pintura). "Quando a taciturna chegar." E neste poema, ele pergunta: "quem assomará à janela?" Procuro esta poesia para salvar o susto? Redimir o temor? Procuro estes dizeres para arrumar o medo? Para sobreviver ao inverno dos corpos? Na arte (mortuária? espectral?) de João Jacinto, emergem figuras, assombrações, pesadelos, fantasmagorias. Emergem, disse. Mas podia também dizer "afundam-se". E repetem-se, repetem-se, repetem-se, avassaladoras.

Jorge Silva Melo





segunda-feira, 29 de agosto de 2016

E estamos quase a abrir de novo o Teatro da Politécnica. Com O RIO de Jez Butterworth e uma exposição de João Jacinto NOITE, NOITE MAIS DO QUE HOJE.


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben GomesInês PereiraVânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves



NOITE, NOITE MAIS DO QUE HOJE
Exposição de João Jacinto
 
No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª a 6ª das 17h00 | Sábado das 15h00 até final do espectáculo
Inauguração dia 14 de Setembro pelas 21h00
 
"Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas", dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto e ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem redenção, serão pintura). "Quando a taciturna chegar." E neste poema, ele pergunta: "quem assomará à janela?" Procuro esta poesia para salvar o susto? Redimir o temor? Procuro estes dizeres para arrumar o medo? Para sobreviver ao inverno dos corpos? Na arte (mortuária? espectral?) de João Jacinto, emergem figuras, assombrações, pesadelos, fantasmagorias. Emergem, disse. Mas podia também dizer "afundam-se". E repetem-se, repetem-se, repetem-se, avassaladoras.
Jorge Silva Melo

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

E recomeçamos. Sim, a partir de 14 de Setembro, teremos no Teatro da Politécnica O RIO de Jez Butterworth e uma exposição de João Jacinto.


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves


NOITE, NOITE MAIS DO QUE HOJE
Exposição de João Jacinto
 
No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª a 6ª das 17h00 | Sábado das 15h00 até final do espectáculo
Inauguração dia 14 de Setembro pelas 21h00
 
"Quando a taciturna chegar e decapitar as túlipas", dizia Paul Celan, o poeta que logo procurei ao chegar um dia destes do atelier do João Jacinto e ele me mostrar uma infinidade de papéis (não disse desenhos, não sei se são, o carvão aqui pinta o magma, a noite sem redenção, serão pintura). "Quando a taciturna chegar." E neste poema, ele pergunta: "quem assomará à janela?" Procuro esta poesia para salvar o susto? Redimir o temor? Procuro estes dizeres para arrumar o medo? Para sobreviver ao inverno dos corpos? Na arte (mortuária? espectral?) de João Jacinto, emergem figuras, assombrações, pesadelos, fantasmagorias. Emergem, disse. Mas podia também dizer "afundam-se". E repetem-se, repetem-se, repetem-se, avassaladoras.

Jorge Silva Melo


sexta-feira, 29 de julho de 2016

E amanhã terminam as apresentações no Teatro da Politécnica de A INQUIETUDE de Valère Novarina. E vamos de férias! Recomeçamos a trabalhar no final de Agosto para abrir a temporada a 14 de Setembro com O RIO de Jez Butterworth e uma exposição de João Jacinto.


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Últimas apresentações de A INQUIETUDE de Valère Novarina no Teatro da Politécnica. Só até sábado. E vamos de férias!


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A INQUIETUDE de Valère Novarina estreia esta quarta-feira, pelas 19h. No Teatro da Politécnica. E na 5a, 21 de Julho, pelas 19h, haverá a leitura de O JARDIM DO RECONHECIMENTO (entrada livre). Em Agosto, vai haver um seminário de verão... E a 14 de Setembro, abre a temporada 2016-7 com O RIO de Jez Butterworth. E uma exposição de João Jacinto.


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O JARDIM DO RECONHECIMENTO de Valère Novarina - Leitura Tradução Ângela Leite Lopes Com Daniela Rosado, Mariana Gomes e Pedro Matos Direcção Antonio Guedes

No Teatro da Politécnica, 21 de julho às 19h00
                        
Três pessoas num jardim: o Boneco de Terra, A Mulher Seminal e A Voz de Sombra. Não reconhecem nem o espaço nem a nossa língua; submetem-se à imagem humana. Questionam a nossa sexualidade e a nossa separação. Por que somos feitos de tempo e no entanto estrangeiros para Ele?

Esta é a sinopse feita por Novarina para o seu texto. A narrativa é trabalhada de forma a provocar estranhamento e o resultado é ao mesmo tempo uma língua estrangeira e familiar. Lembra um jogo infantil onde os actores experimentam a linguagem  buscando com prazer, não a comunicação, mas uma relação alegre com as palavras e com os sentidos. 

As palavras encadeiam-se, às vezes perseguindo o sentido, às vezes deixando-se levar por um ritmo ou sonoridade. É uma composição na qual importa a experiência de linguagem e não o relato de uma fábula. O resultado é música. Ou, como o próprio Novarina gosta de dizer, “uma onda de palavras”.


Fotografia © Patrícia Falcão Gandra


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves



"eu|tu . oficina criativa” consiste numa oficina coreográfica e musical com apresentação final dirigida por Ângelo Cid Neto (intérprete/coreógrafo) e Rui Faustino (músico/percussionista). 

Os criadores pretendem abrir um espaço de aprendizagem, experimentação e partilha dedicado a participantes com e sem experiência artística. 
O projecto visa o estímulo da criatividade, a aquisição de competências e a experiência de trabalhar num contexto multifacetado com intervenientes de proveniências distintas. Será dada prioridade a jovens estudantes com o duplo objectivo de contribuir para o esbatimento de fronteiras entre escolas e promover o intercâmbio de processo criativo e informação entre participantes.

"eu|tu . oficina criativa” destina-se a todos os interessados que serão divididos em dois grupos, dos 7 aos 14 anos e a partir dos 15 anos. Realiza-se no Teatro da Politécnica (Jardim Botânico) em Lisboa de 22 de Agosto a 2 de Setembro, das 10h às 14h e das 15h às 19h, alternando o horário da manhã e da tarde entre os dois grupos.
No dia 2 de Setembro, às 17h e às 19h, terão lugar as apresentações finais do trabalho desenvolvido sob a orientação de Ângelo Cid Neto e Rui Faustino. 

Local:
Teatro da Politécnica - Rua da Escola Politécnica, 56, Lisboa. 1250-102 Lisboa
Mapa 

Custo: 
. GRUPO A, dos 7 aos 14 anos: 70€ inscrições até 15 Agosto / depois 80€
. GRUPO B, a partir dos 15 anos: 90€ inscrições até 15 de Agosto / depois 100€ 

Inscrições

Mais informações: oficinascriativas@sentidosilimitados.com



A INQUIETUDE de Valère Novarina estreia esta quarta-feira, pelas 19h. No Teatro da Politécnica. E na 5a, 21 de Julho, pelas 19h, haverá a leitura de O JARDIM DO RECONHECIMENTO (entrada livre). Em Agosto, vai haver um seminário de verão... E a 14 de Setembro, abre a temporada 2016-7 com O RIO de Jez Butterworth. E uma exposição de João Jacinto.


A INQUIETUDE de Valère Novarina Tradução e Encenação Francis Seleck Com Eduardo Breda Cenário Catarina Pé Curto Produção Cena Múltipla - Associação O Mundo do Espectáculo/Artistas Unidos Apoio Câmara Municipal de Almada M14

No Teatro da Politécnica de 20 a 30 de Julho 
3ª, 4ª e Sáb. às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Então sentei-me e disse às pedras: A acção é maldita.

Valére Novarina, A Inquietude

Nesta peça autobiográfica, relato de uma vida frenética e estagnante, Novarina contesta logo à partida a possibilidade do drama. A necessidade de agir acaba em desastre. O homem “animal dotado de linguagem” fala às pedras, aos animais, a Deus (o público?). Falar é um drama e o drama está na linguagem. O enfurecimento do verbo toma o lugar da acção dramática, a palavra é ela própria uma acção e verdadeira matéria do homem. Do vazio inicial ao “nada” final, num tempo desfigurado, assistimos a um confronto entre a escrita e o palco, que o actor, “aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito”, num discurso descontínuo leva aos ouvidores de teatro.
As palavras criadoras de Novarina transformam o real e com elas experimentamos desconhecidas e novas regiões de sentido, novas imagens, a alegria de estar no mundo.

Fotografia © Jorge Gonçalves


O JARDIM DO RECONHECIMENTO de Valère Novarina - Leitura Tradução Ângela Leite Lopes Com Daniela Rosado, Mariana Gomes e Pedro Matos Direcção Antonio Guedes

No Teatro da Politécnica, 21 de julho às 19h00
                        
Três pessoas num jardim: o Boneco de Terra, A Mulher Seminal e A Voz de Sombra. Não reconhecem nem o espaço nem a nossa língua; submetem-se à imagem humana. Questionam a nossa sexualidade e a nossa separação. Por que somos feitos de tempo e no entanto estrangeiros para Ele?

Esta é a sinopse feita por Novarina para o seu texto. A narrativa é trabalhada de forma a provocar estranhamento e o resultado é ao mesmo tempo uma língua estrangeira e familiar. Lembra um jogo infantil onde os actores experimentam a linguagem  buscando com prazer, não a comunicação, mas uma relação alegre com as palavras e com os sentidos. 

As palavras encadeiam-se, às vezes perseguindo o sentido, às vezes deixando-se levar por um ritmo ou sonoridade. É uma composição na qual importa a experiência de linguagem e não o relato de uma fábula. O resultado é música. Ou, como o próprio Novarina gosta de dizer, “uma onda de palavras”.

Fotografia © Patrícia Falcão Gandra


O RIO de Jez Butterworth Tradução Joana Frazão Com Rúben Gomes, Inês Pereira, Vânia Rodrigues e Maria Jorge Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Maria Jorge Coordenação Técnica João Chicó Encenação Jorge Silva Melo M14

No Teatro da Politécnica de 14 de Setembro a 22 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00
Reservas: 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa.

Jez Butterworth, O Rio

Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.

Fotografia © Jorge Gonçalves



"eu|tu . oficina criativa” consiste numa oficina coreográfica e musical com apresentação final dirigida por Ângelo Cid Neto (intérprete/coreógrafo) e Rui Faustino (músico/percussionista). 

Os criadores pretendem abrir um espaço de aprendizagem, experimentação e partilha dedicado a participantes com e sem experiência artística. 
O projecto visa o estímulo da criatividade, a aquisição de competências e a experiência de trabalhar num contexto multifacetado com intervenientes de proveniências distintas. Será dada prioridade a jovens estudantes com o duplo objectivo de contribuir para o esbatimento de fronteiras entre escolas e promover o intercâmbio de processo criativo e informação entre participantes.

"eu|tu . oficina criativa” destina-se a todos os interessados que serão divididos em dois grupos, dos 7 aos 14 anos e a partir dos 15 anos. Realiza-se no Teatro da Politécnica (Jardim Botânico) em Lisboa de 22 de Agosto a 2 de Setembro, das 10h às 14h e das 15h às 19h, alternando o horário da manhã e da tarde entre os dois grupos.
No dia 2 de Setembro, às 17h e às 19h, terão lugar as apresentações finais do trabalho desenvolvido sob a orientação de Ângelo Cid Neto e Rui Faustino. 

Local:
Teatro da Politécnica - Rua da Escola Politécnica, 56, Lisboa. 1250-102 Lisboa
Mapa 

Custo: 
. GRUPO A, dos 7 aos 14 anos: 70€ inscrições até 15 Agosto / depois 80€
. GRUPO B, a partir dos 15 anos: 90€ inscrições até 15 de Agosto / depois 100€ 

Inscrições

Mais informações: oficinascriativas@sentidosilimitados.com