segunda-feira, 5 de setembro de 2011

NOVA TEMPORADA, VIDA NOVA.

2011-12

A 16 de Setembro estreamos em Viseu, no Teatro Viriato, NÃO SE BRINCA COM O AMOR de Alfred de Musset e durante um mês andaremos por Almada, Coimbra, Guimarães. Para, a 19 de Outubro pelas 19h00, abrirmos as portas do novo Teatro da Politécnica, com essa peça impossível (só representada 70 anos depois de escrita) e a exposição de esculturas de Ângelo de Sousa. E ainda faremos mais até ao começo do ano, BRILHARETES de Antonio Tarantino chega a Lisboa e estará nos Primeiros Sintomas de 23 a 31 de Outubro. E finalmente, no Teatro da Politécnica, estreamos (30 de Novembro, 19h00) A FARSA DA RUA W de Enda Walsh que começámos a ensaiar faz agora 3 anos (e tivemos de interromper quando nos puseram fora do Convento das Mónicas, ainda não percebemos para quê, que aquilo está vazio e triste). E, depois do Ano Novo e até do Dia dos Reis, faremos HERODIADES de Giovanni Testori (11 de Janeiro), e depois, e depois... DIAS DE VINHO E ROSAS de Owen McCaferty e O RAPAZ DA ÚLTIMA FILA de Juan Mayorga. Enquanto, em Guimarães e no Teatro Nacional D. Maria II fazermos outra peça impossível, a mais do que enigmática A MORTE DE DANTON de Georg Büchner, que bom estarmos vivos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Daqui a dois meses temos casa, o TEATRO DA POLITÉCNICA.

NÃO SE BRINCA COM O AMOR de Alfred de Musset

Tradução de Ana Campos Com Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Vânia Rodrigues, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Pedro Carraca, Alexandra Viveiros, Joana Barros, Diogo Cão e Tiago Nogueira Cenário e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Andreia Bento e Joana Barros Encenação Jorge Silva Melo M12
Em Co-Produção com o Teatro Viriato

No Teatro da Politécnica de 19 de Outubro a 19 de Novembro
4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | sáb às 16h00 e às 21h00
Reservas | 961960281

Começamos com um clássico, sim, quem diria? Peça escrita por um rapaz de vinte e poucos anos, Alfred de Musset, na volta de incurável desgosto de amor, Não se Brinca Com o Amor vem de 1830. Mas não foi aí que se inventou a juventude?
E “disponível, disponível é a juventude. Mesmo que seja incapaz, incompetente, estouvada, destrutiva. Mas é disponível.”, não foi o que nos disse Álvaro Lapa, no filme que fizemos sobre ele, amigo?
Não vai ser o Teatro Paulo Claro, não.
Mas será ele, o Paulo Claro, ele, o nosso logo, junto ao peito.

Jorge Silva Melo


terça-feira, 2 de agosto de 2011

E daqui a um mesito, estamos a estrear, em Viseu NÃO SE BRINCA COM O AMOR de Alfred de Musset.

NÃO SE BRINCA COM O AMOR de Alfred de Musset

Tradução de Ana Campos Com Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Vânia Rodrigues, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Pedro Carraca, Alexandra Viveiros, Joana Barros, Diogo Cão e Tiago Nogueira Cenário e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Fotografias Jorge Gonçalves Assistência Andreia Bento e Joana Barros Encenação Jorge Silva Melo M12
Em Co-Produção com o Teatro Viriato

Estreia no Teatro Viriato (Viseu) a 16 e 17 de Setembro
No TMA, de 22 de Setembro a 2 de Outubro
Na OMT (Coimbra), a 6 e 7 de Outubro
No CCVF (Guimarães), a 14 de Outubro
No Teatro da Politécnica, de 19 de Outubro a 19 de Novembro
No CCC (Caldas da Rainha), a 25 e 26 de Novembro
No TMG, a 27 de Janeiro
No CC Cartaxo, a 28 de Janeiro

1834. Musset tem vinte e quatro anos. E é quando se lança numa busca inquieta de si-mesmo e dos outros: o que se passa com as nossas paixões, com os nossos sentimentos, com o amor, com a liberdade, com a verdade e com a mentira? Como é que chegámos a este ponto? Paradoxalmente, é quando Musset se volta mais para si mesmo, e no meio da desordem dolorosa dos seus pensamentos que descobre uma realidade mais vasta, como se a paisagem mental se alargasse. E aqui temos o tema do adeus, como um leitmotiv, u e sobre o qual fará mil variações: adeus à vida passada, à adolescência, à mulher amada, adeus ao amor, a si-mesmo, adeus.

Jean Jourdheuil

terça-feira, 19 de julho de 2011

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Já estamos a ensaiar NÃO SE BRINCA COM O AMOR de Alfred de Musset, uma co-produção com o Teatro Viriato.

NÃO SE BRINCA COM O AMOR de Alfred de Musset

Tradução de Ana Campos Com Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Vânia Rodrigues, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Pedro Carraca, Alexandra Viveiros, Joana Barros, Diogo Cão e Tiago Nogueira Cenário e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Assistência Andreia Bento e Joana Barros Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro Viriato (Viseu) a 16 e 17 de Setembro
No Teatro Municipal de Almada, de 22 de Setembro a 2 de Outubro
Na Oficina Municipal de Teatro (Coimbra), a 6 e 7 de Outubro
No Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), a 14 de Outubro
No Teatro da Politécnica, de 19 Outubro a 19 de Novembro
No Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, a 25 e 26 Novembro
No Teatro Municipal da Guarda, a 27 Janeiro

1834. Musset tem vinte e quatro anos. Depois de uma febre tifóide de origem nervosa, depois das peripécias da aventura amorosa com George Sand, regressado de Veneza, irá publicar, três obras fundamentais; duas peças de teatro: Não se brinca com o amor e Lorenzaccio; e A Confissão de um filho do século, provavelmente inspirada em Santo Agostinho, ou, quem sabe, em Rousseau. Três obras primordiais que marcam uma busca inquieta de si-mesmo e dos outros: o que se passa com as nossas paixões, com os nossos sentimentos, com o amor, com a liberdade, com a verdade e com a mentira? Como é que chegámos a este ponto? Paradoxalmente, é no momento em que Musset se volta mais para si mesmo, para tentar reencontrar-se, e no meio da desordem dolorosa dos seus pensamentos que descobre uma realidade mais vasta, como se o seu horizonte, a sua paisagem mental se alargasse. Há aí como que o culminar da sua obra e da sua vida. Certas tendências dos seus escritos anteriores cristalizam-se até estabelecerem como que um efeito de ressonância entre o autor e a sua obra. Como o tema do adeus, que aqui regressa como um leitmotiv, uma sensação de que o autor não consegue libertar-se e sobre a qual fará mil variações: adeus à vida passada, à adolescência, à mulher amada, adeus ao amor, a si-mesmo, adeus.

Jean Jourdheuil

quinta-feira, 14 de julho de 2011

As peças BRILHARETES, SOU O VENTO, A FANFARRA e OLHO-TE NOS OLHOS, apresentadas no Festival de Almada estão editadas na Colecção Livrinhos de Teatro.

Os autores Antonio Tarantino, Jon Fosse, Karl Valentin e René Pollesch, cujas peças estão a ser apresentadas no Festival de Almada, estão editados nos LIVRINHOS DE TEATRO Nº 22 BRILHARETES, Nº 33 SOU O VENTO, Nº 48 A FANFARRA e Nº 54 O AMOR É MAIS FRIO QUE O CAPITAL E OLHO-TE NOS OLHOS.

VÉSPERAS DA VIRGEM SANTISSIMA / BRILHARETES
de Antonio Tarantino
Traduções de Tereza Bento
Livrinhos de Teatro nº 22 Artistas Unidos/ Livros Cotovia

SOU O VENTO/ SONO/ O HOMEM DA GUITARRA
de Jon Fosse
Tradução Pedro Porto Fernandes
Livrinhos de Teatro nº 33 Artistas Unidos / Livros Cotovia

A FANFARRA E OUTROS TEXTOS
de Karl Valentin
Tradução de Luiza Neto Jorge; Maria Adélia Silva Melo; Osório Mateus; Almeida Faria;
Livrinhos de Teatro nº 48 Artistas Unidos / Livros Cotovia

O AMOR É MAIS FRIO QUE O CAPITAL E OLHO-TE NOS OLHOS
de René Pollesch
Traduções e posfácio de José Maria Vieira Mendes
Livrinhos de Teatro nº 54 Artistas Unidos / Livros Cotovia

segunda-feira, 11 de julho de 2011

OS ARTISTAS UNIDOS vão ficar no TEATRO DA POLITÉCNICA

OS ARTISTAS UNIDOS vão ficar no TEATRO DA POLITÉCNICA

Por protocolo assinado com a Reitoria da Universidade de Lisboa, vão os Artistas Unidos poder instalar-se, a partir de Outubro, no Teatro da Politécnica, na entrada do Jardim Botânico.
Pronto, já sabemos onde poderemos voltar a Enda Walsh. Ou revelar Dimitris Dimitríadis. Ou Giovanni Testori. Vamos ter casa em Lisboa, onde podemos retomar a nossa conversa com Jon Fosse e relembrar os nossos autores mais queridos, Harold Pinter, por exemplo. Em colaboração com a Universidade de Lisboa e os apoios da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação Gulbenkian e do Ministério da Cultuta (agora SEC) abre, connosco, em Lisboa, um teatro de autores. Sim, de gente que escreve. E, mal se consiga, voltaremos a Juan Mayorga, sim. E tentaremos escrever peças neste Portugal estranho. Pois, não vai ser A Capital, isso já não vai haver. Não haverá aquela confluência que foi única de gentes diversas, isso fica só nos nossos corações.
Não será o Teatro Paulo Claro, não. Mas será um teatro com actores, de actores, de autores, de gente que escreve, gente que gosta das palavras de outros. E queremos voltar a ter connosco Spiro Scimone, José Maria Vieira Mendes, David Lescot e Antonio Tarantino e Simon Stephens.
Vamos fazer teatro.
Começamos com um clássico, sim, quem diria?
Peça escrita por um rapaz de vinte e poucos anos, Alfred de Musset, na volta de incurável desgosto de amor, Não se Brinca Com o Amor vem de 1830. Mas não foi aí que se inventou a juventude?
E “disponível, disponível é a juventude. Mesmo que seja incapaz, incompetente, estouvada, destrutiva. Mas é disponível.”, não foi o que nos disse Álvaro Lapa, no filme que fizemos sobre ele, amigo?
E vai haver edições de livros, mais livrinhos de teatro e não só. E vai haver conversas com os espectadores. E dvds, e filmes. E artistas. E vamos estar por lá, lendo, quem sabe, Os Caprichos da Mariana de Musset ou Penélope, a mais recente peça de Enda Walsh, ou comentando Rocco e Os Seus Irmãos, o filme que Visconti adaptou das primeiras e belíssimas novelas de Giovanni Testori, de quem provavelmente leremos os outros dois Prantos. E está prometido: havemos de fazer Sou o Vento de Jon Fosse. E expor os artistas nossos amigos. Começamos com Ângelo de Sousa, esculturas: não sabemos despedir-nos dele. E iremos contar a história deste edifício, onde funcionou a associação de estudantes da Faculdade de Ciências, onde gente como Rui Mário Gonçalves (havemos de o convidar) organizou as primeiras defesas da arte abstracta, onde Nikias Skapinakis expos pela 1ª vez, onde Mário Dionísio deveria ter feito as conferencias que deram lugar à Paleta e o Mundo (mas era tanta a gente que mudaram para o anfiteatro), onde Manuela Porto apresentou o seu Pirandello (Limões da Sicília) e onde Lopes Graça trazia o Coro da Academia dos Amadores de Música, onde temos fotografias de Glicínia Quartin, sentada. Ou de Mário Ruivo. E de José Júlio, os que vieram antes de nós. Iremos contar a história, com os amigos.

Não vai ser o Teatro Paulo Claro, não.
Mas será ele, o Paulo Claro, ele, o nosso logo, junto ao peito.