quarta-feira, 22 de junho de 2011

Termina no próximo domingo 26, SIM SOFIA AREAL PINTURA E DESENHO (2000-2011) na Cordoaria Nacional (Torreão Nascente).

SIM SOFIA AREAL PINTURA E DESENHO (2000/2011)

Na Cordoaria Nacional (Torreão Nascente) até 26 de Junho
3ª a 6ª das 10h00 às 19h00 | Sáb e Dom das 14h00 às 19h00

Encontro no domingo 26 às 17h00, dia do encerramento da exposição SIM SOFIA AREAL PINTURA E DESENHO (2000/2011), com a realização de uma visita guiada pela artista em conjunto com a comissária, Emília Ferreira.

No final, será servido um cocktail.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Estamos em Leiria com UM PRECIPÍCIO NO MAR de Simon Stephens, no Teatro José Lúcio da Silva (Black Box), na quinta-feira 23.

Tradução Hélia Correia Com João Meireles Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Fotografia Nuno Morais Encenação Jorge Silva Melo M12

Em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva (Black Box), 5ª 23 às 22h00

Lá porque não sabemos, não quer dizer que não venhamos a saber. Nós só não sabemos por agora. Mas acho que um dia saberemos. Acho que sim.

Monólogo perfeito de quarenta e poucos minutos, parece a história trivial de um jovem amor, da paternidade e da família, mas com a ratoeira de uma tragédia sem sentido. Pode ser Deus responsável pela beleza da vida e também pela crueldade inexplicável?

Jorge Silva Melo

terça-feira, 14 de junho de 2011

E agora ensaiamos DA REPÚBLICA E DAS GENTES, um texto inédito de Manuel Gusmão e Jorge Silva Melo que será lido no TNDM II, na 3ªf 28 (projecto TEIA).

DA REPÚBLICA E DAS GENTES de Manuel Gusmão e Jorge Silva Melo

Com Andreia Bento, Elsa Galvão, Natália Luíza, Sylvie Rocha, Vânia Rodrigues, Afonso Lagarto, Américo Silva, António Simão, Elmano Sancho, Estevão Antunes, João Delgado, João Meireles, Joaquim Pedro, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca, Pedro Luzindro, Pedro Mendes, Tiago Matias e a participação de Graça Lobo Direcção Jorge Silva Melo

No Teatro Nacional D. Maria II, 3ª28 Junho às 19h00

Uma peça em duas partes: o que foi a República, implantada em 1910? O que deixou por fazer? Que esperanças andaram pelas ruas? Que desesperanças? O que foi feito à sua sombra? Como cresceram dentro dela nuvens negras? Há tal soturnidade, há tal melancolia, anotava Cesário passeando pelo Chiado, à hora das Ave-Marias, uns anos antes do 5 de Outubro. E agora?

Sei, ou não sei?
Que há um livro; um romance,
Onde há um combóio sem
Maquinista que leva
Soldados bêbedos cantando
E, vertiginoso, entra
pelo rasgão que na noite
faz, enquanto
alucinado, uiva

O texto está publicado na colecção do Teatro Nacional D. Maria II.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Acabam de sair mais dois Livrinhos de Teatro, “ELA” / SPLENDID´S e OS BIOMBOS. E concluímos assim a publicação em português do Teatro de Jean Genet.

Em Junho publicamos dois Livrinhos de Teatro (nº 56 e 57) com as peças «ELA»/ SPLENDID’S, traduções de Luís Miguel Cintra e OS BIOMBOS, tradução de Teresa Reimão Pinto.

Concluímos (em colaboração com Livros Cotovia) a publicação do Teatro de Jean Genet, cujo centenário se comemora este ano por todo o mundo. Estavam já publicados os volumes:

OS NEGROS, tradução de Armando Silva Carvalho (nº 50)
A VARANDA, tradução de Armando da Silva Carvalho (nº 46)
AS CRIADAS / ALTA VIGILÂNCIA, traduções Luiza Neto Jorge e Jorge Silva Melo (nº 42)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

QUATRO de Sofia Areal, Manuel Casimiro, Jorge Martins, Nikias Skapinakis, até domingo 29, no Centro de Artes de Sines.

QUATRO de Sofia Areal, Manuel Casimiro, Jorge Martins, Nikias Skapinakis

No Centro de Artes de Sines até 29 de Maio
De 2ª a Dom das 14h00 às 20h00

Que este surpreendente, admirável entendimento é isso mesmo: nem doutrina nem receita, nem programa nem lei, apenas o convívio companheiro de quatro artistas, um gosto realmente comum, um desafio. E talvez seja essa, hoje, a grandeza da pintura, a sua espantosa diversidade, a sua liberdade sem constrangimentos, a sua intensa des-programação. Esta é a entrada num louvor: o desse diário trabalho contra as leis uniformes deste tempo.

Jorge Silva Melo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sábado (e Barcelona)

Há cidades que a literatura ama mais, e Barcelona tem sido inventada, povoada, descrita, mitificada, celebrada, contada, lembrada por escritores imensos, por biografias de escritores, por pensamentos, desejos que vão do velho Barrio Chino de Genet ao Eixample dos maravilhosos poetas dos anos 50 e das suas extraordinárias casas de edição. Barcelona. E vou passar este Sábado, pelo Rossio, com autores que inventam agora um teatro para a Barcelona de hoje em dia, o grande Benet i Jornet (vamos ler Desejo), o jovem Pau Miro (vamos ler Chove em Barcelona), vamos andar entre sombras, ansiedades, pelo Raval ou pelas auto-estradas que levam os casais bem instalados para as suas residências secundárias. Vamos estar no Salão Nobre do Teatro Nacional lendo peças deles, bem bonitas, tivesse eu um teatro e estávamos a representá-las, actores, luzes, acções. E ao fim da tarde de Sábado, a maravilhosa peça de Lluisa Cunillé Barcelona Mapa de Sombras, encontros, desencontros, as Ramblas, os travestis, o público popular do Liceu, a memória da Callas cantando a Mimi. Agora que a Cotovia, em boníssima hora, edita Josep Pla, esse escritor feiticeiro, agora que volta a grande Rodoreda, vou passar o dia entre o Café Nicola e a Rua Eugénio dos Santos a lembrar-me da cidade de que o meu pai mais gostava, cidade dos escritores e de San Jordi, e lembrar-me de Carlos Barral e dos seus amigos poetas, tantos, Gil de Biedma, maravilhoso. E e Núria Espert. E do Molino, o cabaré do Paralelo...E todas as peças que vamos ler (e mais ainda) estão publicadas nos Livrinhos de Teatro. E quem teve a ideia deste fim de semana catalão foi a Sala Beckett, aquele teatro de Barcelona que poderia ter como divisa a maravilhosa frase de Dimitris Dimitríadis: “ a tarefa do escritor de teatro é agora, a de fazer habitar os palcos que Samuel Beckett esvaziou para sempre.”

Jorge Silva Melo